sexta-feira, dezembro 09, 2011

NATAL DE CRISTO

Em quase todo o mundo centenas de milhões de cristãos preparam-se para celebrar, no corrente mês, o nascimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, o Verbo de Deus, o qual “se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade.” (João 1:14)

Não obstante ignorar-se a data do Seu nascimento, comemoramos o magno evento com um misto de reverência, gratidão e júbilo, pois se não houvesse Natal (nascimento de Jesus) o ser humano perder-se-ia para sempre.

Festejar condignamente o Natal é uma bênção e inspiração para todos quantos nasceram do Espírito (João 3:5,6,8) ao tornarem-se filhos de Deus pela fé em Cristo. (Gálatas 3:26)

Viver diariamente o Natal de Jesus, nos nossos corações, conforta-nos, alegra-nos, torna-nos felizes.


Para muitos, triste é dizê-lo, o Natal não passa de uma boa oportunidade para se fazer negócio ou participar em festins, filantropia de fachada, armistícios de conveniência política, religiosidade formal… eis no que se transformou, em não poucos indivíduos, essa maravilhosa realidade que é a natividade de Jesus.

Transcrevo aqui os versos de Fernando Martinez que ilustra um pouco algumas verdades por traz do Natal em que se visa somente o lado filantrópico e comercial:

“Dar bodo aos pobrezinhos 
e enxovais pra  bercinhos 
procurando ser bonzinhos: 
É natal filantrópico. 
Silenciar o canhão 
em tréguas de ocasião 
chamando ao inimigo 'irmão': 
Isto é natal político.
Participar em festanças, 
em banquetes e em danças; 
trocar cartões e lembranças: 
Eis o natal social.
As montras iluminar 
e as ruas engalanar
pra mil coisas traficar: 
É natal comercial.
O velho presépio armar, 
na missa-do-galo estar 
pra ladainhas cantar: 
É natal religioso. 
O Natal espiritual,
não é nada de formal, 
nada de convencional; 
 é Cristo Jesus nascer 
no intimo do nosso ser, 
e Nele sempre viver!”

Natal, o Natal de Jesus Cristo, é sempre uma expressão doce, querida, desejada. É uma palavra que, qual flor odorífera, exala o suave e agradável aroma do amor, da paz, da esperança, da salvação.

Nesta quadra do ano, o crente sensível à graça divina recorda, com um frêmito de emoção, a natividade de Jesus, o Redentor do mundo e nosso eterno Rei e Senhor. De fato, o acontecimento é de tamanha importância para o gênero humano, que seria impossível olvidá-lo.

Celebra-se, no mundo, o nascimento de guerreiros e políticos, de historiadores e poetas, de filósofos e cientistas, de escultores e pintores…, com mais forte razão deveria lembrar-se, de modo muito especial, a vinda à Terra do Salvador da humanidade.

Independente da data escolhida, não  importa, se foi nessa ou naquela, porque para Deus não importa,  o fato maior e inolvidável é que se sinta a importância do nascimento de Jesus e se comemore, relembrando para que todos possam memorizar os fatos ocorridos no seu nascimento, nascimento esse que acontece a cada dia e em todos os momentos na vida daqueles que o aceitam como Senhor e Salvador.

Natal é para nós, seguidores de Jesus, uma palavra reconfortante, um vocábulo portador de uma mensagem de esperança e certeza. Por entre o negrume das trevas do materialismo e do pecado que domina os povos, refulge intensamente esta luz multissecular – Natal.

Natal é um farol que nos indica – viajantes do encapelado mar da vida – o rumo certo  para a felicidade temporal e eterna. Natal é sinônimo de segurança, de refúgio, de estabilidade absoluta em Cristo. Natal é  outrossim um convite à paz, à concórdia, à fraternidade.

Natal fala-nos eloquentemente e fervorosamente de amor. Se não fora Deus amar-nos, Cristo Jesus jamais viria a este Planeta, por conseqüência  o Natal do Messias prometido não seria hoje um glorioso fato.

O Criador amou-nos antes da fundação do mundo quando concebia o plano da salvação; amou-nos durante as  dispensações  subsequentes,  preparando o caminho do nosso Redentor; amou-nos em Belém e no Calvário; amou-nos quando da ressurreição de Jesus. Ama-nos ainda hoje!

Exaltemos ao nosso Deus, que nos entregou seu Filho Jesus Cristo, para que todo aquele que nele creia tenha a vida eterna (João 3:16).

Lembremos que o verdadeiro Natal de Cristo é o que está dentro de nós, na certeza do seu nascimento, morte e ressurreição, comemore com sua família, amigos demonstrando que Jesus está hoje vivo em nós, que tudo que inventaram para comercializar ou paganizar essa data, não ofusque a luz que emana do nosso ser e que faz com que o brilho e a alegria do verdadeiro Natal possa, ainda que em meio a fantasias criadas com o intuito de ofuscar o brilho de Jesus, nos unir mais como povo santo e escolhido.




“Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu, e se chamará o seu nome: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz. E o Seu domínio não terá fim” Isaías 9



quinta-feira, dezembro 08, 2011

O DIA EM QUE A TERRA PAROU

Aqui estou de volta com um assunto que acredito vá fazer muitos pensarem de forma mais inteligente do que de costume.

São enormes a quantidade de  informações que recebemos  advindas de todos os lugares, mensagens com conteúdos filosóficos, sociológicos, religiosos e até mesmo ateístas, que nos bombardeiam as idéias e deixam muitos com os parafusos um pouco soltos.

Recentemente eu fiz um comentário em um blog... Ateus Atentos, (quem quiser ler que procure no google, não quero incutir ou desafiar alguém a ler tanta besteira), mas vamos lá... postei um comentário desafiando a pensarem sobre alguns acontecimentos que respaldam a veracidade bíblica, descobertas científicas que não podem ser refutadas, e o autor do blog excluiu meu comentário, espero que ele tenha lido primeiro, acredito..rsrs, mas creio que já serviu para ele ter alguma luz em meio as trevas que habitam em seu interior, assim espero.

Mas voltando ao assunto que hora penso em compartilhar, àqueles que se interessam por curiosidades cientificas e que comprovam de maneira irrefutável a história bíblica e que hoje pode ser relacionado com os fatos descobertos cientificamente.

Espero que aqueles que procuram obscurecer a inteligência humana com seu ateísmo pedante numa tentativa irracional de serem ouvidos, possam deixar entrar um pouco de racionalidade e luz em seu interior obscuro e distante de Deus.

O DIA EM QUE A TERRA PAROU – Já foi até tema de filme, mas o que vamos relatar são os fatos bíblicos relacionados com a descoberta cientifica e que calou a voz de muitos incrédulos.


O texto Bíblico diz: “… E o Sol se deteve, a lua parou… O Sol, pois, se deteve no meio do céu, e não se apressou a pôr-se, quase um dia inteiro…E não houve dia semelhante a esse, nem antes nem depois dele…” (Josué 10:13).


Você acreditaria se alguém dissesse que a Terra ficou parada em seu movimento de rotação por quase 12 horas? Parece inacreditável, não é mesmo? Um fenômeno destes colocaria todo o Sistema Solar em Caos, pois com a suspensão da rotação terrestre, todo o equilíbrio gravitacional dos demais planetas seria afetado. Pois bem, por mais incrível que possa parecer, este fenômeno astronômico sem precedentes já ocorreu. De acordo com o que diz o texto Bíblico, não foi só o Sol que parou, mas sim todo o Universo! A explicação está na crença antiga de que a Terra era o Centro do Sistema Solar (Geocentrismo). Por isto, o texto menciona a parada do Sol e da lua.


Após o surgimento do heliocentrismo (O Sol como o centro do Sistema Planetário), estudiosos concluíram que este evento não poderia ter ocorrido e que tal registro Bíblico seria uma lenda. Milhares de anos se passaram, até que os cientistas pudessem desvendar mais este mistério.

Na década de 60, quando o Estados Unidos pretendiam colocar um homem em órbita terrestre, o assunto veio novamente à tona. Céticos como sempre, os cientistas já haviam esquecido o relato de Josué e “esta história absurda de um Deus que faz a Terra parar”… Mas afim de que nada pudesse falhar na corrida espacial, astrônomos precisaram calcular todo o movimento planetário. Órbitas da Terra, Lua, etc… Um erro nestes cálculos, e os astronautas ficariam perdidos no espaço por toda a eternidade… E foi justamente durante a realização destas pesquisas, que o assunto voltou a ser discutido. Os mais avançados Computadores de então, baseado no Goddard Space Flight Center da NASA (Greenbelt, Md) iniciaram o trabalho árduo de recalcular as órbitas planetárias. Entretanto, algo que nenhum cientistas esperava aconteceu: Em todos os cálculos realizados havia um erro de aproximadamente 12 horas e 20 minutos. Ou seja, este tempo estava “faltando” no cronograma universal! Analistas de sistemas foram consultados, programas de informática revisados, cálculos revistos, porém o problema persistia. Uma equipe da IBM foi chamada para descobrir possíveis defeitos no computador, mas nada foi detectado. A preocupação com a ida de Yuri Gágarin ao espaço aumentou ainda mais a pressão do governo norte-americano sobre os cientistas espaciais: Custasse o que custasse, mas a falha precisava ser descoberta.

Para piorar a situação, Kennedy não queria mais um homem simplesmente no espaço, mas sim na Lua! Um dos astrônomos da equipe ( Harold Hill – ele relata o fato em seu livro “How to Live like a King`s Kid) lembrou-se de que na sua infância havia ouvido contar uma história desta na Escola Bíblica de uma igreja que freqüentava com sua avô. O fato foi levado aos demais cientistas, que a princípio acharam um absurdo. Porém, qual melhor explicação sobre o assunto do que o relato do Velho Testamento? O problema estava quase solucionado, mas ainda faltavam 40 minutos! Um segundo problema surgia (relatado no Swedish Goteborgs Tidningen de 5 de Março de 1981) . Cientistas da Universidade de Estocolmo descobriram que a inclinação da Terra sofreu uma mudança brusca no dia 3 de Maio de 1371 A. C. Mesmo recusando-se à aceitar a explicação Bíblica, não houve outra solução à não ser continuar as pesquisas sobre relatos históricos que pudessem comprovar a ausência deste tempo na história do Universo. Em Isaías 38: vs. 8 encontraram: “Eis que farei voltar atrás dez graus a sombra do relógio de Acaz…”. Nos tempos antigos eram usados relógios solares que mostravam as horas pela projeção da sombra sobre um haste. Estes relógios possuíam um semicírculo de 180° destinados às 12 horas de exposição ao Sol. Cada hora era equivalente a 15°, assim 10 ° seriam o mesmo que 40 minutos – Justamente o tempo que faltava ao fenômeno assistido por Josué para completar as 12 horas que milhares de anos depois os computadores da NASA descobriram estarem faltando! Há vários relatos bíblicos sobre este fenômeno:

 
"O sol, pois, se deteve no meio do céu, e não se apressou a pôr-se, quase um dia inteiro".  Josué 10:13.  

"O sol e a lua pararam nas suas moradas; andaram à luz das tuas flechas, ao resplendor do relâmpago da tua lança". Habacuque 3:11.  

"O que fala ao sol, e ele não nasce, e sela as estrelas". Jó 9:7 (Profecia e reconhecimento do poder de Deus, pois a época de Jó é anterior a de Josué).

O grande problema é que o Dia de Josué derruba a teoria do heliocentrismo e reforça o geocentrismo. Biblicamente toda a escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redarguir, para corrigir, para instruir em justiça; "Para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente instruído para toda a boa obra". II Timótio 3:16-17

Um “longo dia” para Josué significou que em outras partes do mundo existiram “longas tardes”, “longas noites”, “longos crepúsculos”… Os hieróglifos do Egito registram “um dia de confusão no movimento dos astros”... Os registros chineses dão conta que no tempo do 7º Imperador o Sol parou no horizonte ao entardecer e não quis permitir a chegada da noite... Na América do Norte tribos como os Ojibaways, wyandot, Omahas, Dogrib possuem relatos que confirmam tanto o dia de Josué como o milagre de Ezequias. Os anais de Chauhtitlan dos índios mexicanos registram uma longa noite. No Peru, Montesinos acusou Yupanqui Pachacuti II de ser o culpado pela “grande noite” em virtudes dos seus pecados… Deus Criador, pelo seu poder, em um única e exclusiva oportunidade, fez com que Todo o Universo parasse por 11 horas e 40 minutos e depois, para um reequilíbrio, girasse em sentido oposto durante 40 pequenos minutos. Tudo isto, para mostrar que acima das leis físicas que regem o Universo, existe um Ser que Criou e coordenas estas leis.

Milagres como estes são difíceis de ser aceitos, mas até mesmo o mais cético dos cientistas teve que acatar a veracidade dos fatos.

Segundo o que nos diz o texto bíblico, outro dia como este nunca existiu antes e nem haverá depois. Foi um fenômeno Único. Entretanto, Deus continua o mesmo. Não mudou. Continua fazendo com que coisas “impossíveis” aos homens, continuem acontecendo.

Afinal, Ele é o Senhor dos Impossíveis.

terça-feira, novembro 08, 2011

ACAUTELAI-VOS, QUE NINGUÉM VOS ENGANE. PORQUE MUITOS VIRÃO EM MEU NOME E A MUITOS ENGANARÃO. "Mateus 24: 4-5"

ACAUTELAI-VOS QUE NINGUÉM VOS ENGANE

Queridos irmãos e amigos que nos acompanham e prestigiam nosso blog, tentamos sempre trazer em pauta assuntos relevantes e que, de forma direta ou indireta nos afetam como cidadãos de um país que tem sobrevivido à tantas intempéries, escândalos vindos de todas as partes, no meio político, corrupção em todas as áreas do governo, se fossemos citar todas elas já teríamos mais de 110 só no governo Lula. Infelizmente no meio evangélico não tem sido muito diferente, temos visto como homens que se denominam pastores, apóstolos, bispos e agora até mesmo patriarcas, tem usado a igreja para conquistarem posição de status, fama e enriquecimento, em detrimento do povo que com o coração sincero se entregam às manipulalidades (se não existir essa palavra, inventei agora), dessas pessoas que ao contrário do que pregam, estão mais preocupadas com o inchaço das igrejas em número, onde economicamente se torna viável e a doutrina bíblica é pregada fora de uma exegese e contexto, no mínimo necessário para uma interpretação teológica verdadeira e honesta, demonstram interesses demasiado nos valores materiais suplantando os espirituais, vergonha, vergonha, mas como diz a palavra de Deus, “ cada um prestará contas de seus próprios atos a Deus”, esses que são lobos em peles de cordeiros, "Guardai-vos dos falsos profetas, que vêm a vós disfarçados em ovelhas, mas interiormente são lobos devoradores."  Mateus 7:15 

Ficamos analisando o que seria realmente FICÇÃO OU VERDADE disso tudo, em meio a tantas situações ocorridas em algumas igrejas. Vamos começar citando o caso da RENASCER EM CRISTO, tudo que vamos comentar é de conhecimento público e amplamente divulgado pelos meios de comunicação.



A Igreja Apostólica Renascer em Cristo é uma denominação protestante neopentecostal fundada em São Paulo, em 1986, por Estevam Hernandes e Sônia Hernandes. A Igreja Renascer possui uma rede de TV, uma gravadora, rede de rádio, uma editora e uma linha de confecções; no Brasil há cerca de 600 templos e mais de dois milhões de seguidores.

Inicialmente, as reuniões eram feitas no apartamento do casal, sendo posteriormente alugado um salão, num piso superior do edifício onde se encontrava a Pizzaria Livorno, na rua Vergueiro, no bairro de Vila Mariana, em São Paulo. Com o aumento do número de membros, foi disponibilizado um espaço na Igreja Evangélica Árabe de São Paulo, ainda na Vila Mariana. O foco principal era em cultos para jovens. Após um rápido crescimento, é adquirido um prédio na Avenida Lins de Vasconcelos, onde seria erguida a sede internacional, com capacidade para cinco mil pessoas.

Classificada como neopentecostal, a igreja utiliza a designação "Apostólica" por acreditar na existência da figura do apóstolo como um cargo eclesiástico válido na atualidade. Entendemos que o título apóstolo é de única e exclusiva interpretação de seus detentores, não tendo aceitação da maioria das igrejas e teólogos que levam os ensinos bíblicos a sério e que  não encontram fundamento teológico para esse título, mas que é muito bom para inchar mais o ego daqueles que se preocupam com o status e ficarem acima de todos.  "Pois os tais são falsos apóstolos, obreiros fraudulentos, disfarçando-se em apóstolos de Cristo. E não é de admirar, porquanto o próprio Satanás se disfarça em anjo de luz. Não é muito, pois, que também os seus ministros se disfarcem em ministros da justiça; o fim dos quais será conforme as suas obras."  2 Coríntios 11:13-15

Para tanto fundou a CIEAB (Confederação das Igrejas Evangélicas Apostólicas do Brasil), entidade que congrega as igrejas que aceitam essa doutrina.

A cada início de ano, durante o culto da virada, o apóstolo Estevam anuncia a palavra profética que servirá como base das ministrações e bênçãos daquele ano que se inicia: 1997: Ano das Portas Abertas; 1998: Ano da Porção Dobrada; 1999: Ano da Grande Pesca; 2000: Ano da Ressurreição; 2001: Ano da Restituição; 2002: Ano da Promessa; 2003: Ano de José; 2004: Ano de Neemias; 2005: Ano de Josué; 2006: Ano de Isaque; 2007: Ano de Elias; 2008: Ano de Ester; 2009: Ano de Davi; 2010: Ano de Pedro; 2011: Ano de Abraão.

A igreja é conhecida também por pregar suas crenças religiosas através de programas e clipes de música gospel no Brasil; o grupo musical de louvor Renascer Praise é um grupo que participa da harmonia da igreja dia a dia nos cultos com músicas e cantores. A Renascer em Cristo possui o canal evangélico a Rede Gospel de televisão e uma rede de rádio, a Gospel FM, em São Paulo Possui a maior torre de televisão de São Paulo, localizada entre a travessa da Consolação e a Avenida Paulista.

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"A 1ª Vara Criminal de São Paulo determinou o bloqueio da torre de TV que pertence à Igreja Renascer. Construída na esquina da Rua da Consolação com a Avenida Paulista, a torre é a maior do gênero no País e transmite a programação da Rede Gospel. Com o bloqueio, a programação continua no ar, mas a administração da torre passa a ser feita pela Justiça.
Identificada pelos dizeres “Deus é Fiel”, a torre foi construída em 2005 com ajuda de fiéis que compraram carnês da campanha “Desafio da Torre” - feita em 1.500 templos do País.
O juiz titular da 1ªVara Criminal, Paulo Antônio Rossi, acatou denúncia assinada por promotores do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) de que, apesar de ter sido construída com contribuições de fiéis, a torre pertence à FH Comunicações - empresa de Sonia Hernandes, conhecida como bispa Sônia, e seu filho, Felipe Daniel Hernandes, chamado de bispo Tide.
Os promotores usaram depoimentos de fiéis que disseram ter sido enganados para acusar Sonia e Felipe Hernandes de estelionato e enriquecimento ilícito. Procurados pelo Estado, advogados da Renascer afirmaram que “a torre pertence à Igreja e isso será provado na Justiça”.

 
"Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? e em teu nome não expulsamos demônios? e em teu nome não fizemos muitos milagres? Então lhes direi claramemnte: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade."  Mateus 7:22-23


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Em 1999, a Rede Manchete estava passando por uma grave crise. Em janeiro daquele ano, a Bloch Editores, proprietária da Manchete, resolveu fazer um acordo com a Igreja Renascer. O ministro das comunicações da época, Pimenta da Veiga, reprovou o acordo. Alguns dias depois, a Renascer disse que não ia pagar as dívidas da Manchete, ferindo o acordo. Após um mês de muita tensão Bloch X Renascer, o acordo foi rompido.

Através da Fundação Renascer, a Igreja desenvolve vários projetos de assistência social, tais como asilos, centros de recuperação, e orfanatos,  que são mantidos através de doações dos gideões (simpatizantes e membros que colaboram mensalmente com uma quantia para a manutenção e expansão dos projetos da Igreja).

A igreja iniciou um movimento, designado de Marcha para Jesus. Paralelamente, terão sido também reunidas cerca de um milhão de pessoas em Salvador e outros milhares de pessoas em outras cidades do Brasil. O evento acontece também em outras cidades do mundo. É também realizadora de outros eventos que acontecem anualmente, como o SOS da Vida Gospel Festival, que apresenta shows gospel de vários estilos musicais, reunindo um grande número de jovens, gravação do Renascer Praise. Realiza também o Encontro Nacional de Homens, o Encontro Nacional de Mulheres e a Conferência Apostólica Internacional. A Igreja Renascer é detentora dos direitos da marca "Gospel" no Brasil. O líder Estevam Hernandes, o gospel no Brasil começou a ter uma autonomia na midia especifica, gerando o grande crescimento de músicas, bandas e gravadoras que seguem este estilo.
Em dezembro de 2006, a justiça brasileira bloqueou os bens dos fundadores, acusados de estelionato, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro. Além disso uma ordem de prisão foi expedida contra o casal. Em 19 de dezembro a ministra Laurita Vaz, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), concedeu ao casal líder da Igreja Apostólica Renascer em Cristo liminar em habeas-corpus para cassar a ordem de prisão contra eles. Porém o casal, mesmo com esta liminar, viajou para os Estados Unidos em 9 de janeiro de 2007 e foram presos pelo FBI, em Miami. Eles entraram nos Estados Unidos com 56 mil dólares em espécie, mas declararam para a alfândega que não possuíam mais do que dez mil dólares, contrariando a regulamentação do Serviço de Imigração dos Estados Unidos. Foram detidos no Federal Detention Center, em Miami.

No Brasil o Ministério Público havia solicitado uma nova ordem de prisão, por crime de evasão de divisas, falsidade ideológica e estelionato. Em 9 de janeiro de 2007 uma nova ordem de prisão foi expedida. No dia 12 de janeiro o Tribunal de Justiça de São Paulo negou um novo pedido de habeas corpus para o casal. O casal Estevam Hernandes e Sônia Hernandes, deixaram a prisão mas continuam sendo vigiados pela polícia norte-americana. o juiz que autorizou a saída deles da prisão obrigou o casal a usar uma espécie de tornozeleira eletrônica. Sônia e Estevam depois de saírem da prisão foram para a sua mansão de Boca Ratón, no número 12.582 da Torbay Drive, localizado no condomínio fechado Boca Falls.

A Renascer divulgou uma nota de esclarecimento  em que não comenta nenhuma das acusações feitas no Brasil ou nos Estados Unidos. No dia 1 de fevereiro de 2007 o juiz Paulo Antonio Rossi, da 1º Vara da Justiça Criminal de São Paulo, que decretou a prisão preventiva dos fundadores da Igreja Renascer, recebeu dois bilhetes contendo ameaças. Rossi entrou com representação no Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado), que investiga quem colocou os bilhetes embaixo da porta do banheiro privativo do juiz, no Fórum Criminal da Barra Funda. Em um dos bilhetes, colocados no mesmo dia após um intervalo de aproximadamente duas horas, o autor afirma que "nossos líderes são influentes na política, na polícia". O promotor de Justiça Saad Mazloum, secretário da Promotoria de Justiça e de Cidadania do MP-SP (Ministério Público de São Paulo), instaurou procedimento investigativo  no dia 2 de fevereiro de 2007 para apurar a situação de Fernanda Hernandes Rasmussen, a "Pastora Fê", e seu marido, Douglas Adriano Rasmussen, na Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo. Ela é filha do casal Sônia e Estevam Hernandes, fundadores da Igreja Renascer em Cristo, Fernanda teria sido funcionária fantasma da Alesp de fevereiro de 2005 a setembro de 2006, recebendo salário de 5.754,78 reais, além de gratificações. Seu marido Douglas trabalha na Assembléia desde 2003 e ganha 7.142 reais mensais.

O caso foi revelado pelo jornal O Estado de S. Paulo, que informa que os dois trabalham no gabinete do deputado estadual Geraldo Tenuta, o "Bispo Gê". Tenuta apresenta programas de TV na Rede Gospel, emissora pertencente à Renascer. Segundo a reportagem, os próprios funcionários do gabinete do "Bispo Gê" afirmaram que o casal nunca atuou profissionalmente na casa.

No dia 17 de agosto de 2007 Estevam e Sônia Hernandes foram condenados a dez meses de detenção pelo Tribunal do Sul da Flórida, nos Estados Unidos. Eles foram acusados pela promotoria pelos crimes de contrabando, conspiração e falso testemunho. Declararam-se culpados, Os Hernandes foram presos no dia 9 de janeiro no Aeroporto de Miami depois de tentar passar na alfândega com US$ 56,5 mil, apesar de terem declarado apenas US$ 10 mil. Ficaram presos durante dez dias, pagaram fiança e conseguiram liberdade assistida, monitorada pela polícia por tornozeleiras eletrônicas. A Justiça também determinou que o dinheiro apreendido não seja devolvido aos fundadores da Renascer. A sentença será cumprida cinco meses em prisão domiciliar e outros cinco em regime fechado.

A Justiça dos Estados Unidos determinou nos últimos anos o fechamento de ao menos sete templos da Igreja Renascer em Cristo, de propriedade de Sônia e Estevam Hernandes, no estado da Flórida. Hoje, apenas uma sede permanece aberta em Deerfield Beach, nas cercanias de Miami, batizada de "Reborn in Christ", versão do nome em inglês. Irregularidades na licença de funcionamento e falta de clareza nas arrecadações de fundos motivaram a interdição. Nos EUA, as igrejas também são isentas de imposto de renda, mas têm de prestar contabilidade ao fisco sobre a origem e o uso dos recursos arrecadados com os fiéis.

Uma das acusações da Justiça é que o casal usava as igrejas como fachada para um esquema de lavagem de dinheiro proveniente do Brasil.

Estevam e Sônia Hernandes permaneceram em liberdade vigiada em Miami até a audiência na Corte Federal Americana no dia 17 de agosto de 2007. Durante esse período continuaram pregando para os fiéis da Igreja Renascer em Cristo no Brasil, via satélite através de telões.

Na audiência que decidiria o caso, Sônia e Estevam se declararam culpados e se disseram arrependidos. O advogado do casal pediu que o juiz fosse humano ao decretar a sentença, alegando que o dinheiro serveria para evangelizar pessoas naquele país. O juiz Frederico Moreno sentenciou o casal a uma pena leve de 140 dias de reclusão em regime fechado em fases intercaladas pelo motivo de um dos dois terem que cuidar dos filhos durante a ausência do outro. Enquanto Estevam cumprisse o período de reclusão, Sônia permaneceria em liberdade vigiada, e vice versa, determinou Moreno, além de uma multa no valor de U$30 mil para cada um. Estevam cumpriu o período em regime fechado em Miami entre os meses de agosto e dezembro de 2007, sendo libertado no dia 28 de dezembro. Ao sair da prisão voltou a realizar pregações via satélite para os fiéis no Brasil e passou a apresentar um programa diário ao vivo dos Estados Unidos através da Rede Gospel.

No Brasil o casal ainda responde processos por suposta lavagem de dinheiro, falsidade ideológica e estelionato. Após assumirem a culpa no processo por evasão de divisas nos Estados Unidos, a promotoria voltou a pedir a prisão preventiva do casal, ainda sob o motivo de terem faltado a audiência judicial em dezembro de 2006. A Justiça de São Paulo acatou o pedido. Porém, em março de 2008 a Primeira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) novamente revogou a decisão, liberando novo habeas-corpus ao casal. A assessoria do STJ se pronunciou na época alegando que o casal estava sendo submetido a constrangimento ilegal e considerou extravagante a prisão preventiva. Alegando irregularidades no andamento do processo, a assessoria de imprensa da Igreja Renascer em Cristo se pronunciou no final de 2007 afirmando que por meio do advogado do casal de fundadores da igreja entrariam com ação judicial contra o promotor do caso. Entre outras irregularidades, a assessoria citava a coletiva de imprensa dada pelo mesmo naquela época sobre o processo que corria em segredo de justiça. Nessa mesma época o promotor do caso também estava sendo investigado por supostas irregularidades em um período que esteve afastado de suas funções para estudar em uma universidade da Europa. Questionado o promotor sempre negou qualquer irregularidade no andamento do processo.


Entendemos que as perseguições existem e que muitas vezes são para denegrir a imagem daqueles que buscam servir ao Mestre e Senhor Jesus Cristo e que procuram evangelizar se tornando verdadeiros instrumentos vivos da palavra, mas temos que reconhecer que tantas acusações e com tantas provas, fica difícil acreditar 100% na inocência e na ingenuidade desses que procuram mostrar boa aparência na carne mas que nem superficialmente detem as marcas de Jesus, como, o sim Apostolo Paulo, fala em sua carta aos Gálatas.

MAIS UMA: VOCES SABIAM?



E agora... FICÇÃO ou VERDADE... Creio mais na verdade dos fatos citados. Que Deus tenha piedade desses que usam seu Nome para atividades em nome da religião que ficaram sob a mira de suspeitas que difamam o nome da Igreja e dos fiéis que nela congregam.

Depois de vários processos, investigações e intervenções da justiça, a Fundação Renascer saiu da mídia inesperadamente. A Bispa Sônia Hernandes, líder e fundadora da Igreja Renascer, era a presidente da fundação beneficente e foi afastada pela Justiça durante o processo, agora foi revelado que devido a problemas legais a Fundação Renascer foi extinta completa e oficialmente.
Embora nos cultos da denominação ainda se fale da fundação, legalmente ela deixou de existir, mas a Igreja Renascer continua citando-a em seu site oficial e mantendo uma página na internet para a mesma, onde nela pede doações para a extinta Fundação Renascer.
O Fim
Segundo o processo de número 100.07.216730-0 movido pelo Ministério Público de São Paulo, a Fundação Renascer não existe desde o ano de 2009. No processo, o juiz determinou a cassação dos bens da extinta Fundação Renascer: “Determino a arrecadação dos bens da extinta Fundação Renascer, os quais foram relacionados a fls. 5255 e 5259/5260. Para a arrecadação, bem como para acompanhamento e promoção dos atos de liquidação do patrimônio da Fundação, fica mantido o Dr. PAULO RANGEL DO NASCIMENTO. Feita a arrecadação, proceder-se-á à liquidação dos bens da Fundação, para que seja saldado o passivo. Eventuais recursos restantes serão destinados a outra Fundação com finalidade semelhante. Ficam suspensas as execuções existentes em face da Fundação, devendo os credores, no prazo de vinte dias, promover a habilitação em apenso a estes autos. Para a convocação dos credores, expeça-se o o edital com prazo de trinta dias”.
A partir de então e em todas as movimentações seguintes do processo a Fundação Renascer é sempre referida como “extinta”.

Imagino que muitos estão a pensar, como tudo isso aconteceu e acontece sem que haja uma fiscalização mais apurada e responsável de alguma organização existemte que venha a coibir que pessoas mal intencionadas possam estar usando da imagem de cristãos, pastores, pastoras, apóstolos, bispos, se beneficiando da sinceridade do povo de Deus, que nada quer a não ser aprender da palavra, adorar de todo coração e receber as bençãos do Senhor em suas vidas, mas sem que pra isso, precisem pagar ou doar seus bens pra isso. COMPLIDADO...

"Não me tenho assentado com homens falsos, nem associo com dissimuladores."  Salmos 26:4

quinta-feira, novembro 03, 2011

O DIVÓRCIO - A LEI DE JESUS

Walter L. Callison

O divórcio e o novo casamento são temas que geram muita discussão.

O meu propósito é convidar o leitor a reconsiderar a atitude da igreja em relação ao novo casamento. " A lei foi dada por intermédio de Moisés; a graça e a verdade vieram por meio de Jesus Cristo" (João 1:17). Será que os que estão sofrendo tragédias matrimoniais também receberam a graça, como descreve a Lei no Novo Testamento? É claro que afirmamos que a graça e a verdade vieram por Cristo Jesus. Então, como predomina a graça naqueles que sofreram a tragédia de um fracasso no matrimônio e um subsequente divórcio? Cristo não ensinou apenas com palavras, mas também com sua vida. Ele deu novas idéias a seus seguidores, rejeitando o antigo ditado: "olho por olho, dente por dente" e enfatizando o amor, não entre eles mesmos, mas em relação aos outros. Ele tirou a mulher da condição em que se encontrava e a fez ser reconhecida como pessoa. Ensinou também o respeito para com a antiga lei judaica.

Quando estudamos o que Jesus disse acerca do divórcio, devemos também estudar a vida que Ele levou junto com os que tinham destruído seu casamento, bem como o que ensinou sobre a lei judaica, especialmente a lei do divórcio. O que encontramos em suas palavras? Se uma pessoa divorciada se casa novamente, o que Ele nos diz? "Quem repudiar sua mulher e casar com outra comete adultério contra aquela. E, se ela repudiar seu marido e casar com outro, comete adultério?" (Marcos 10:11-12).

Nós podemos imitar a natureza compassiva e misericordiosa de Cristo, que enviou a mulher do poço em Samaria até a cidade para ser sua testemunha. Suas palavras, no entanto, será que negam suas ações? Por acaso as pessoas divorciadas que casam com outra estão vivendo em adultério? Estão proibidas de servir a Cristo? Devemos igualmente ouvir as palavras do apóstolo Paulo: "É necessário, portanto, que o bispo seja irrepreensível, esposo de uma só mulher"(I Tim. 3:2). Será que ele está falando de uma pessoa que se divorciou ou casou novamente? Sobre este aspecto, Lucas faz somente um comentário muito conciso: "É mais fácil passar o céu e a terra do que cair um til sequer da lei. Quem repudiar sua mulher e casar com outra comete adultério: e aquele que casa com a mulher repudiada pelo marido também comete adultério" (Lucas 16:17-18).

Bem resumido. Mas Jesus deixou claro que o Antigo Testamento tinha algo significativo a dizer. Existe uma lei! Quando foi perguntado pelos fariseus, no Evangelho segundo Marcos, se "é lícito ao marido repudiar sua mulher", Jesus respondeu com uma pergunta: "Que vos ordenou Moisés?" Tornaram eles: "Moisés permitiu lavrar carta de divórcio e repudiar" (Mc. 10:2-4). Há uma lei! A lei se encontra em Deuteronômio 24:1-4, escrita bem antes de Jesus vir ao mundo. Josefo, que viveu um pouco depois da época de Jesus, referiu-se a ela como a "lei dos judeus": "Aquele que deseja divorciar-se de sua esposa, por qualquer motivo (muito comum nos homens), deve registrar por escrito que nunca voltará a casar com aquela mulher. Portanto, ela terá a liberdade de casar com outro homem. Entretanto, enquanto essa carta de divórcio não lhe for dada, não poderá fazê-lo" [1] Esta é a lei de que fala Deuteronômio": "Se um homem tomar uma mulher e se casar com ela, e se ela não for agradável aos seus olhos, por ter ele achado coisa indecente nela, e se lhe lavrar um termo de divórcio, e lho der na mão, e a despedir de casa; e se ela, saindo de sua casa, for e se casar com outro homem..."  
(Dt. 24:1-2).

Essa lei ainda estava vigente na época de Jesus. Portanto, temos de tratar dos "títulos" da lei. A Bíblia fala apenas de um divórcio. Deus diz que Ele o fez. Em Jeremias 3, Deus recordou a Judá que estavam procurando problemas. Israel tinha sido levado cativo. Deus disse a Jeremias que prevenisse a Judá de que ela tinha sido testemunha da infidelidade de sua irmã Israel, e que Deus a havia mandado embora e lhe dado carta de divórcio; mesmo assim, Judá não se arrependeu (Jr. 3:6-8). Havia outras coisas que os homens podiam fazer com suas esposas.

Muitos se casavam com mais de uma mulher, sem sequer incomodar-se de pensar em divórcio. Alguns destes foram servos de Deus: Salomão, Davi, Abraão e Jacó, por exemplo. Heróis das revelações de Deus, mas também produto da sua cultura. Se não se divorciava, o que fazia um homem daquela época com a primeira esposa quando tomava outra? Punha-a de lado. Há uma palavra para isto no Antigo Testamento, a palavra hebraica shalach. Ela é diferente da palavra que significa divórcio, que é keriythuwth (como em Jer. 3:8), que literalmente significa excisão ou corte do vínculo matrimonial. O divórcio legal era escrito como pedia Deuteronômio 24, e o novo matrimônio era permitido. Shalach normalmente é traduzido por "repudiar".

As mulheres eram "repudiadas" quando seu marido se casava com outra, para estarem disponíveis quando este necessitava dela ou a queria novamente, repudiadas para serem sempre propriedade, como escravas, ou ficando em isolamento total. Eram dias cruéis para as mulheres. Elas eram "repudiadas" para favorecer outras, mas não lhes era dada carta de "divórcio" e, conseqüentemente, tampouco o direito de se casarem novamente. Essa palavra descreve uma tradição cruel e comum, mas contrária à lei judaica. Algumas das injustiças e do terror experimentados pelas mulheres daquele tempo que eram "repudiadas" podem ser vistas na descrição que o Langenscheidt Pocket Hebrew Dictionary (McGraw-Hill, 1969) faz da palavra shalach: "A fé cristã lançou raízes e floresceu em uma atmosfera quase totalmente pagã, onde a crueldade e a imoralidade sexual eram normais e onde a escravatura e a inferioridade da mulher eram quase universais. A superstição e as religiões rivais, com todo tipo de ensinos errados, existiam em todo o mundo".

Deus odeia o "repúdio".

O profeta Malaquias, com seu coração compadecido, implorou ao povo de Deus que parassem com isso. A palavra traduzida por "repúdio" em Malaquias 2:16 não é a palavra hebraica para divórcio, mas é shalach, repúdio. Veja como Malaquias responde aos líderes que perguntavam como tinham cometido abominação em Israel e profanado a santidade do Senhor: "Perguntais: por quê? Porque o Senhor foi testemunha da aliança entre ti e a mulher da tua mocidade, com a qual tu foste desleal, sendo ela a tua companheira e a mulher da tua aliança. Não fez o Senhor um, mesmo que havendo nele um pouco de espírito? E por que somente um? Ele buscava a descendência que prometera. Portanto, cuidai de vós mesmos, e ninguém seja infiel para com a mulher da sua mocidade. Porque o Senhor, Deus de Israel, diz que odeia o repúdio e também aquele que cobre de violência as suas vestes, diz o Senhor dos Exércitos; portanto, cuidai de vós mesmos e não sejais infiéis" (Mal. 2:14-16).

Depois veio Jesus, e suas palavras não negaram suas ações! Ele falou disso quando disse: Quem repudiar sua mulher e casar com outra comete adultério; e aquele que casa com a mulher repudiada pelo marido, também comete adultério" (Lucas 16:18). Todo aquele que faz isso comete adultério! Essa prática era cruel e adúltera, porém não se tratava de um divórcio. A palavra do Novo Testamento traduzida por "repúdio" vem do verbo grego apoluo. Esta é a palavra que os autores do Novo Testamento usaram como equivalente a shalach ("deixar"ou "repudiar").

Existe uma palavra hebraica para divórcio no Antigo Testamento, keriythuwth, equivalente a uma palavra grega no Novo Testamento, apostasion. O Arndt/Gingrich Lexicon Del Nuevo Testamento indica apostasion como o termo técnico para uma carta ou escritura de divórcio, remontando até 258 a. C. Apoluo, a palavra grega que significa deixar de lado ou repudiar, não significava tecnicamente um divórcio, apesar de às vezes ser usada como sinônimo. Tratava-se de um termo de domínio total masculino: o homem com freqüência tomava outras esposas e não dava carta de divórcio quando abandonava as anteriores. A lei judaica que exigia que se concedesse carta de divórcio (Dt. 24:1-4) era amplamente ignorada. Se um homem se casasse com outra mulher, quem se importava? Se um homem repudiasse (apoluo) sua esposa, sem incomodar-se de lhe dar carta de divórcio, quem se oporia? A mulher? Jesus se opôs. Disse Ele: "É mais fácil passar o céu e a terra do que cair um til sequer da lei"(Luc. 16:17). E: "Quem repudiar sua mulher e casar com outra comete adultério;e aquele que casa com a mulher repudiada pelo marido também comete adultério"(Lucas 16:18).

A diferença entre "repudiar" e "divorciar" (no grego apoluo e apostasion) é crítica. Apoluo indicava que a mulher era escrava, repudiada, sem direitos, sem recursos, roubada em seus direitos básicos ao casamento monogâmico. Apostasion significava que o casamento terminava,sendo permitido um casamento legal subseqüente. O papel fazia a diferença.A mulher que tinha saído de casa podia casar-se com outro homem (Dt. 24:2). Essa era a lei. Como foi que começamos a ler "todo aquele que se divorcia da sua mulher" na passagem em que Jesus disse literalmente "todo aquele que repudia ou abandona a sua mulher?" Existem outras passagens , além de Lucas 16:17-18 em que Jesus falou desse assunto. Essas incluem Mateus 19:9, Marcos 10:10-12 (onde Marcos diz que Jesus determinou a validade da lei do homem igualmente para a mulher) e Mateus 5:32.Nessas passagens Jesus usou onze vezes alguma forma da palavra apoluo. Em todas as ocasiões Ele proibiu o apoluo, o repúdio. Ele nunca proibiu apostasion, a carta de divórcio, requerida pela lei judaica. Devemos traduzir a palavra grega apoluo por "divórcio"? Kenneth W. Wues, em sua tradução expandida do Novo Testamento, sempre vertia "repudiar" ou "deixar", nunca "divorciar". A tradução Revista e Corrigida de Almeida, a mais antiga em português, sempre usou "deixar" ou "repudiar", da mesma forma a Revista e Atualizada.

Na versão mais antiga em inglês, produzida em 1611 por encomenda do rei Tiago (King James) temos um problema: em uma das onze vezes em que Jesus usou o termo, os tradutores escreveram "divorciada" em lugar de "repudiada" ou "abandonada". Em Mateus 5:32 eles escreveram: "E aquele que casar com a divorciada comete adultério". A palavra grega não é apostasion (divórcio), mas é uma forma de apoluo, a situação que não inclui carta de divórcio para a mulher. Ela, tecnicamente ainda estaria casada. Mateus 19:3-10 relata que os fariseus perguntaram a Jesus sobre esse assunto. Depois que Ele afirmou: "De modo que já não são mais dois, porém uma só carne. Portanto, o que Deus ajuntou não separe o homem"(v. 6), eles indagaram: "Por que mandou então Moisés dar carta de divórcio (escrita apostasion) e repudiar {a mulher}?"(v.7). Jesus respondeu: "Por causa da dureza do vosso coração"(v.8). O primeiro direito básico humano que Deus nos concedeu foi o de nos casarmos. Nenhuma outra companhia era adequada. Nos dias de Jesus os direitos humanos estavam concentrados apenas nos homens. Jesus mudou isso. Ele exigiu obediência à lei: demandou direitos iguais para a mulher no matrimônio.

A graça é abundante em Cristo Jesus! Jesus disse a esses homens que repudiar a esposa e casar-se com outra era adultério. Adultério! A lei (Deut. 22:22) prescreve a pena de morte como castigo para o adultério, tanto para o homem como para a mulher. Isso foi difícil de engolir para os homens que faziam com sua mulher o que lhes comprazia. Mateus 19:10 registra a seguinte reação: "Se essa é a condição do homem relativa à sua mulher, não convém casar!" Eles não viviam em uma cultura que esperava que o homem vivesse apenas com uma mulher por toda a vida, muito menos que desse direitos iguais à mulher se o casamento acabasse. Como foi que começamos a ler "aquele que divorciar sua mulher" nas passagens em que Jesus na verdade disse "aquele que repudiar ou abandonar sua mulher?"

Parece que o processo começou ali onde apoluo foi traduzido erronamente como "divórcio" pela primeira vez, em 1611. A versão Standard Americana corrigiu o erro em 1901, mas nunca chegou a ser suficientemente popular para fazer muita diferença. Wuest teve o cuidado de evitar os erros mencionados, como vimos acima. Porém quase tudo o que foi impresso sofreu a influência da versão King James, e até os léxicos gregos americanos e os tradutores mais modernos parece que se deixaram influenciar por essa ocorrência, traduzindo apoluo por "divórcio", mesmo quando o significado da palavra não inclui o divórcio por escrito (apostasion). Assim, a tradição nos ensinou a ter em mente "divórcio", mesmo quando lemos "repúdio".

Seria o divórcio por escrito a solução para a prática cruel do repúdio, como indica Deuteronômio? O capitulo 24 é uma evidência de que, assim como Deus ouviu as queixas no Egito e proveu libertação da sua escravatura, também ouviu as súplicas das mulheres escravizadas e as libertou do abuso, por meio de uma necessidade trágica, o divórcio. Trágica porque termina com algo que nunca deve terminar o matrimônio; necessária para proteger as vítimas daqueles que não obedecem as regras do nosso Criador, o Todo-Poderoso. Necessária, originalmente porque o homem repudiou a mulher, enredando-as em matrimônios ilegais, múltiplos e adúlteros.

O divórcio é uma tragédia. O divórcio é um privilégio, previsto como um corretivo para situações intoleráveis. É um privilégio que pode ser, e com freqüência é, abusado. O divórcio não é um quadro bonito, na maioria dos casos. Solidão, rejeição, um profundo senso de ter falhado, perda de auto-estima, crítica dos familiares, problemas com a educação dos filhos e muitos outros problemas assaltam os divorciados.

O divórcio pode ser mais traumático que a morte de um cônjuge. A morte do cônjuge é difícil de ser superada, mas um cônjuge falecido não retorna mais. O divorciado normalmente retorna, e assim prolonga a situação. O divórcio é, porém, como no tempo de Jesus, uma solução parcial para uma situação séria e cruel, e pode ser a única solução razoável. Pode ser necessária, mas sempre é uma tragédia. É fácil pregar contra o divórcio, mas é difícil para a igreja ser construtiva, provendo preparo para o casamento. Temos de estar prontos para prevenir alguns divórcios, ajustando nossas leis de divórcio ou proibições religiosas contra o divórcio, mas essas ações não prevêem o rompimento de matrimônios. Quando os casais permanecem juntos somente por preocupação com a notoriedade requerida pelas leis de divórcio, ou pela "segurança dos filhos", o resultado pode ser uma tragédia.

Desastrosos triângulos amorosos, crueldade doméstica, abuso de crianças, homicídio e suicídio são algumas das consequências documentadas de casamentos que falharam, mas não terminaram. Que opção mais terrível! Um lugar em ruínas é uma tragédia, mas nunca esquecerei de um jovem que pôs uma pistola na boca, acabando, assim, com seu casamento como alternativa ao divórcio. Sua igreja tinha proibido o divórcio. Nossa taxa elevada de divórcios não é um problema real. O fracasso nos casamentos vem primeiro, depois o divórcio. A taxa de divórcios é unicamente um indício da nossa alta taxa de casamentos ruins.

Para corrigir isso temos de fazer mais do que pregar contra o divórcio: temos de revigorar os casamentos. Esse é o nosso desafio! Uma pessoa divorciada pode ser ordenada diácono ou pastor? O apóstolo Paulo, um homem instruído, conhecia a palavra grega para divórcio (apostasion) e conhecia sua cultura. Também sabia que Cristo aceita qualquer pessoa, até ele, o "maior dos pecadores" (I Tim. 1:15). É inquestionável que, naquela época, os homens tinham muitas esposas, escravas e concubinas. Cada uma dessas relações, abarcadas pelo termo poligamia, constituía adultério.

Paulo rejeitou a escolha de homens nessa condição como líderes da igreja. A instrução de dar carta de divórcio em Deuteronômio 24 limitou o homem a uma só mulher, e ainda proibiu a poligamia e o adultério inerente a ela. Parece que Paulo concordava plenamente com isso quando diz: "É necessário, portanto, que o Bispo seja irrepreensível, esposo de uma só mulher, temperante, sóbrio, modesto, hospitaleiro, apto para ensinar..."(I Tim. 3:2). Ele rejeita a poligamia, não o divórcio. Apesar de sérios abusos, a lei do divórcio (Dt. 24) ainda tem validade.

O divórcio é uma solução radical para problemas maritais insuperáveis. Ele termina com toda a esperança de que o matrimônio deve ser conservado, e declara publicamente que ele falhou. É preciso estar contrito nesse momento da verdade. O pecado relativo a essa falha tem de ser confessado. "Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda a injustiça"(I João 1:9). Isso também inclui o perdão de fracassos no casamento. Ao contrário do repúdio, a carta de divórcio, exigida pela lei, provê um grau de dignidade humana para mulheres sujeitas ao abuso cruel da poligamia adúltera e aos caprichos de homens de coração endurecido.

Não há nada tão atordoante como "quero divorciar-me de você", não é verdade? O divórcio declara o término legal do matrimônio, portanto, se houver qualquer acusação de adultério ou bigamia, qualquer das partes pode voltar a casar-se novamente. O divórcio rompeu todos os laços maritais e todo controle da esposa anterior. O divórcio exigia monogamia estrita, prevenia o término unilateral e preservava o direito básico de casar-se. O mesmo ocorre hoje. Abandono, negligência, deserção, o que se queira dizer do coração duro que deixa a esposa por outra mulher sem divorciar-se foi e está proibido pelo mesmo Senhor Jesus Cristo (Mat. 5:32; 19:9; Mar. 10:11-12; Luc. 16:18).

Durante séculos, muitas comunidades cristãs têm interpretado esses ensinos de Jesus da seguinte maneira:

1. O divórcio é absolutamente proibido, ou melhor, é permitido somente no caso em que se admite ou comprova o adultério.

2. Uma pessoa divorciada não tem permissão para casar novamente;

3. Uma pessoa divorciada que casa novamente vive em adultério;

4. Alguém que se divorcia não pode ser ordenado diácono ou pastor.

Todas as pessoas que mantêm essas convicções estão erradas. As três primeiras são contrárias à lei de Moisés e estão baseadas em um versículo em que Jesus nem sequer usou a palavra grega para divórcio (apostasion); a quarta está baseada em um versículo em que Paulo também não a usou. A palavra que Jesus usou foi apoluo, "repudiar". O problema do qual Ele estava tratando é o repúdio, não o divórcio. Uma pessoa divorciada deve ter muita graça e determinação para servir em uma igreja que adota as quatro posições mencionadas acima.

Como isso é possível, quando a igreja é o corpo de Cristo na terra, que deve funcionar e servir como Ele o fez em pessoa? Cristo, que aquela vez levantou sua voz em Jerusalém, precisa olhar do céu para baixo e levantar a voz para nós. Ele veio e chamou Simão o zelote, um radical anti-romano, e Mateus, um rejeitado servo de Roma, uma dupla tão incompatível como dificilmente se pode encontrar em nosso mundo de hoje; mas Ele os pôs para trabalharem juntos em seu Reino. Depois eles foram para a Samaria. Ele se revelou diante de uma mulher cujos antecedentes de fracassos matrimoniais eram vergonhosos, e enviou-a para compartilhar a revelação de Deus em Cristo, como se ela fosse como qualquer outra pessoa. Ele tem de levantar sua voz quando vê que desperdiçamos nosso tempo tentando calcular a quem podemos proibir de servir em sua igreja. Jesus ministrou abertamente a todos os que se achegaram a Ele.

Hoje, muitos dos nossos amigos divorciados têm medo das nossas igrejas. Eles sabem que alguma não combina com a Bíblia, em nosso ensino sobre divórcio. Podemos estar corretos, estando tão opostos a Cristo? Nossas interpretações tradicionais nos separam das pessoas que receberam a Cristo? Se é assim, estamos equivocados. Ele veio para salvar os pecadores. As únicas pessoas que Ele sempre rejeitou foram os que queriam justificar a si mesmos, os religiosos "justos". Será que nossa compreensão das suas palavras é correta, simplesmente porque não está de acordo com a sua vida? Pessoas divorciadas são gente! Por séculos, elas têm sido excluídas da comunhão e do serviço, da alegria e da igualdade, e até da salvação; pessoas pelas quais Cristo morreu. Seja o divórcio pecado ou não, essa exclusão com certeza o é! O Senhor nos deu a sua graça para sermos canais da graça de Cristo Jesus para os divorciados.