terça-feira, novembro 08, 2011

ACAUTELAI-VOS, QUE NINGUÉM VOS ENGANE. PORQUE MUITOS VIRÃO EM MEU NOME E A MUITOS ENGANARÃO. "Mateus 24: 4-5"

ACAUTELAI-VOS QUE NINGUÉM VOS ENGANE

Queridos irmãos e amigos que nos acompanham e prestigiam nosso blog, tentamos sempre trazer em pauta assuntos relevantes e que, de forma direta ou indireta nos afetam como cidadãos de um país que tem sobrevivido à tantas intempéries, escândalos vindos de todas as partes, no meio político, corrupção em todas as áreas do governo, se fossemos citar todas elas já teríamos mais de 110 só no governo Lula. Infelizmente no meio evangélico não tem sido muito diferente, temos visto como homens que se denominam pastores, apóstolos, bispos e agora até mesmo patriarcas, tem usado a igreja para conquistarem posição de status, fama e enriquecimento, em detrimento do povo que com o coração sincero se entregam às manipulalidades (se não existir essa palavra, inventei agora), dessas pessoas que ao contrário do que pregam, estão mais preocupadas com o inchaço das igrejas em número, onde economicamente se torna viável e a doutrina bíblica é pregada fora de uma exegese e contexto, no mínimo necessário para uma interpretação teológica verdadeira e honesta, demonstram interesses demasiado nos valores materiais suplantando os espirituais, vergonha, vergonha, mas como diz a palavra de Deus, “ cada um prestará contas de seus próprios atos a Deus”, esses que são lobos em peles de cordeiros, "Guardai-vos dos falsos profetas, que vêm a vós disfarçados em ovelhas, mas interiormente são lobos devoradores."  Mateus 7:15 

Ficamos analisando o que seria realmente FICÇÃO OU VERDADE disso tudo, em meio a tantas situações ocorridas em algumas igrejas. Vamos começar citando o caso da RENASCER EM CRISTO, tudo que vamos comentar é de conhecimento público e amplamente divulgado pelos meios de comunicação.



A Igreja Apostólica Renascer em Cristo é uma denominação protestante neopentecostal fundada em São Paulo, em 1986, por Estevam Hernandes e Sônia Hernandes. A Igreja Renascer possui uma rede de TV, uma gravadora, rede de rádio, uma editora e uma linha de confecções; no Brasil há cerca de 600 templos e mais de dois milhões de seguidores.

Inicialmente, as reuniões eram feitas no apartamento do casal, sendo posteriormente alugado um salão, num piso superior do edifício onde se encontrava a Pizzaria Livorno, na rua Vergueiro, no bairro de Vila Mariana, em São Paulo. Com o aumento do número de membros, foi disponibilizado um espaço na Igreja Evangélica Árabe de São Paulo, ainda na Vila Mariana. O foco principal era em cultos para jovens. Após um rápido crescimento, é adquirido um prédio na Avenida Lins de Vasconcelos, onde seria erguida a sede internacional, com capacidade para cinco mil pessoas.

Classificada como neopentecostal, a igreja utiliza a designação "Apostólica" por acreditar na existência da figura do apóstolo como um cargo eclesiástico válido na atualidade. Entendemos que o título apóstolo é de única e exclusiva interpretação de seus detentores, não tendo aceitação da maioria das igrejas e teólogos que levam os ensinos bíblicos a sério e que  não encontram fundamento teológico para esse título, mas que é muito bom para inchar mais o ego daqueles que se preocupam com o status e ficarem acima de todos.  "Pois os tais são falsos apóstolos, obreiros fraudulentos, disfarçando-se em apóstolos de Cristo. E não é de admirar, porquanto o próprio Satanás se disfarça em anjo de luz. Não é muito, pois, que também os seus ministros se disfarcem em ministros da justiça; o fim dos quais será conforme as suas obras."  2 Coríntios 11:13-15

Para tanto fundou a CIEAB (Confederação das Igrejas Evangélicas Apostólicas do Brasil), entidade que congrega as igrejas que aceitam essa doutrina.

A cada início de ano, durante o culto da virada, o apóstolo Estevam anuncia a palavra profética que servirá como base das ministrações e bênçãos daquele ano que se inicia: 1997: Ano das Portas Abertas; 1998: Ano da Porção Dobrada; 1999: Ano da Grande Pesca; 2000: Ano da Ressurreição; 2001: Ano da Restituição; 2002: Ano da Promessa; 2003: Ano de José; 2004: Ano de Neemias; 2005: Ano de Josué; 2006: Ano de Isaque; 2007: Ano de Elias; 2008: Ano de Ester; 2009: Ano de Davi; 2010: Ano de Pedro; 2011: Ano de Abraão.

A igreja é conhecida também por pregar suas crenças religiosas através de programas e clipes de música gospel no Brasil; o grupo musical de louvor Renascer Praise é um grupo que participa da harmonia da igreja dia a dia nos cultos com músicas e cantores. A Renascer em Cristo possui o canal evangélico a Rede Gospel de televisão e uma rede de rádio, a Gospel FM, em São Paulo Possui a maior torre de televisão de São Paulo, localizada entre a travessa da Consolação e a Avenida Paulista.

                                           ____x____

"A 1ª Vara Criminal de São Paulo determinou o bloqueio da torre de TV que pertence à Igreja Renascer. Construída na esquina da Rua da Consolação com a Avenida Paulista, a torre é a maior do gênero no País e transmite a programação da Rede Gospel. Com o bloqueio, a programação continua no ar, mas a administração da torre passa a ser feita pela Justiça.
Identificada pelos dizeres “Deus é Fiel”, a torre foi construída em 2005 com ajuda de fiéis que compraram carnês da campanha “Desafio da Torre” - feita em 1.500 templos do País.
O juiz titular da 1ªVara Criminal, Paulo Antônio Rossi, acatou denúncia assinada por promotores do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) de que, apesar de ter sido construída com contribuições de fiéis, a torre pertence à FH Comunicações - empresa de Sonia Hernandes, conhecida como bispa Sônia, e seu filho, Felipe Daniel Hernandes, chamado de bispo Tide.
Os promotores usaram depoimentos de fiéis que disseram ter sido enganados para acusar Sonia e Felipe Hernandes de estelionato e enriquecimento ilícito. Procurados pelo Estado, advogados da Renascer afirmaram que “a torre pertence à Igreja e isso será provado na Justiça”.

 
"Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? e em teu nome não expulsamos demônios? e em teu nome não fizemos muitos milagres? Então lhes direi claramemnte: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade."  Mateus 7:22-23


                                          ____x____


Em 1999, a Rede Manchete estava passando por uma grave crise. Em janeiro daquele ano, a Bloch Editores, proprietária da Manchete, resolveu fazer um acordo com a Igreja Renascer. O ministro das comunicações da época, Pimenta da Veiga, reprovou o acordo. Alguns dias depois, a Renascer disse que não ia pagar as dívidas da Manchete, ferindo o acordo. Após um mês de muita tensão Bloch X Renascer, o acordo foi rompido.

Através da Fundação Renascer, a Igreja desenvolve vários projetos de assistência social, tais como asilos, centros de recuperação, e orfanatos,  que são mantidos através de doações dos gideões (simpatizantes e membros que colaboram mensalmente com uma quantia para a manutenção e expansão dos projetos da Igreja).

A igreja iniciou um movimento, designado de Marcha para Jesus. Paralelamente, terão sido também reunidas cerca de um milhão de pessoas em Salvador e outros milhares de pessoas em outras cidades do Brasil. O evento acontece também em outras cidades do mundo. É também realizadora de outros eventos que acontecem anualmente, como o SOS da Vida Gospel Festival, que apresenta shows gospel de vários estilos musicais, reunindo um grande número de jovens, gravação do Renascer Praise. Realiza também o Encontro Nacional de Homens, o Encontro Nacional de Mulheres e a Conferência Apostólica Internacional. A Igreja Renascer é detentora dos direitos da marca "Gospel" no Brasil. O líder Estevam Hernandes, o gospel no Brasil começou a ter uma autonomia na midia especifica, gerando o grande crescimento de músicas, bandas e gravadoras que seguem este estilo.
Em dezembro de 2006, a justiça brasileira bloqueou os bens dos fundadores, acusados de estelionato, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro. Além disso uma ordem de prisão foi expedida contra o casal. Em 19 de dezembro a ministra Laurita Vaz, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), concedeu ao casal líder da Igreja Apostólica Renascer em Cristo liminar em habeas-corpus para cassar a ordem de prisão contra eles. Porém o casal, mesmo com esta liminar, viajou para os Estados Unidos em 9 de janeiro de 2007 e foram presos pelo FBI, em Miami. Eles entraram nos Estados Unidos com 56 mil dólares em espécie, mas declararam para a alfândega que não possuíam mais do que dez mil dólares, contrariando a regulamentação do Serviço de Imigração dos Estados Unidos. Foram detidos no Federal Detention Center, em Miami.

No Brasil o Ministério Público havia solicitado uma nova ordem de prisão, por crime de evasão de divisas, falsidade ideológica e estelionato. Em 9 de janeiro de 2007 uma nova ordem de prisão foi expedida. No dia 12 de janeiro o Tribunal de Justiça de São Paulo negou um novo pedido de habeas corpus para o casal. O casal Estevam Hernandes e Sônia Hernandes, deixaram a prisão mas continuam sendo vigiados pela polícia norte-americana. o juiz que autorizou a saída deles da prisão obrigou o casal a usar uma espécie de tornozeleira eletrônica. Sônia e Estevam depois de saírem da prisão foram para a sua mansão de Boca Ratón, no número 12.582 da Torbay Drive, localizado no condomínio fechado Boca Falls.

A Renascer divulgou uma nota de esclarecimento  em que não comenta nenhuma das acusações feitas no Brasil ou nos Estados Unidos. No dia 1 de fevereiro de 2007 o juiz Paulo Antonio Rossi, da 1º Vara da Justiça Criminal de São Paulo, que decretou a prisão preventiva dos fundadores da Igreja Renascer, recebeu dois bilhetes contendo ameaças. Rossi entrou com representação no Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado), que investiga quem colocou os bilhetes embaixo da porta do banheiro privativo do juiz, no Fórum Criminal da Barra Funda. Em um dos bilhetes, colocados no mesmo dia após um intervalo de aproximadamente duas horas, o autor afirma que "nossos líderes são influentes na política, na polícia". O promotor de Justiça Saad Mazloum, secretário da Promotoria de Justiça e de Cidadania do MP-SP (Ministério Público de São Paulo), instaurou procedimento investigativo  no dia 2 de fevereiro de 2007 para apurar a situação de Fernanda Hernandes Rasmussen, a "Pastora Fê", e seu marido, Douglas Adriano Rasmussen, na Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo. Ela é filha do casal Sônia e Estevam Hernandes, fundadores da Igreja Renascer em Cristo, Fernanda teria sido funcionária fantasma da Alesp de fevereiro de 2005 a setembro de 2006, recebendo salário de 5.754,78 reais, além de gratificações. Seu marido Douglas trabalha na Assembléia desde 2003 e ganha 7.142 reais mensais.

O caso foi revelado pelo jornal O Estado de S. Paulo, que informa que os dois trabalham no gabinete do deputado estadual Geraldo Tenuta, o "Bispo Gê". Tenuta apresenta programas de TV na Rede Gospel, emissora pertencente à Renascer. Segundo a reportagem, os próprios funcionários do gabinete do "Bispo Gê" afirmaram que o casal nunca atuou profissionalmente na casa.

No dia 17 de agosto de 2007 Estevam e Sônia Hernandes foram condenados a dez meses de detenção pelo Tribunal do Sul da Flórida, nos Estados Unidos. Eles foram acusados pela promotoria pelos crimes de contrabando, conspiração e falso testemunho. Declararam-se culpados, Os Hernandes foram presos no dia 9 de janeiro no Aeroporto de Miami depois de tentar passar na alfândega com US$ 56,5 mil, apesar de terem declarado apenas US$ 10 mil. Ficaram presos durante dez dias, pagaram fiança e conseguiram liberdade assistida, monitorada pela polícia por tornozeleiras eletrônicas. A Justiça também determinou que o dinheiro apreendido não seja devolvido aos fundadores da Renascer. A sentença será cumprida cinco meses em prisão domiciliar e outros cinco em regime fechado.

A Justiça dos Estados Unidos determinou nos últimos anos o fechamento de ao menos sete templos da Igreja Renascer em Cristo, de propriedade de Sônia e Estevam Hernandes, no estado da Flórida. Hoje, apenas uma sede permanece aberta em Deerfield Beach, nas cercanias de Miami, batizada de "Reborn in Christ", versão do nome em inglês. Irregularidades na licença de funcionamento e falta de clareza nas arrecadações de fundos motivaram a interdição. Nos EUA, as igrejas também são isentas de imposto de renda, mas têm de prestar contabilidade ao fisco sobre a origem e o uso dos recursos arrecadados com os fiéis.

Uma das acusações da Justiça é que o casal usava as igrejas como fachada para um esquema de lavagem de dinheiro proveniente do Brasil.

Estevam e Sônia Hernandes permaneceram em liberdade vigiada em Miami até a audiência na Corte Federal Americana no dia 17 de agosto de 2007. Durante esse período continuaram pregando para os fiéis da Igreja Renascer em Cristo no Brasil, via satélite através de telões.

Na audiência que decidiria o caso, Sônia e Estevam se declararam culpados e se disseram arrependidos. O advogado do casal pediu que o juiz fosse humano ao decretar a sentença, alegando que o dinheiro serveria para evangelizar pessoas naquele país. O juiz Frederico Moreno sentenciou o casal a uma pena leve de 140 dias de reclusão em regime fechado em fases intercaladas pelo motivo de um dos dois terem que cuidar dos filhos durante a ausência do outro. Enquanto Estevam cumprisse o período de reclusão, Sônia permaneceria em liberdade vigiada, e vice versa, determinou Moreno, além de uma multa no valor de U$30 mil para cada um. Estevam cumpriu o período em regime fechado em Miami entre os meses de agosto e dezembro de 2007, sendo libertado no dia 28 de dezembro. Ao sair da prisão voltou a realizar pregações via satélite para os fiéis no Brasil e passou a apresentar um programa diário ao vivo dos Estados Unidos através da Rede Gospel.

No Brasil o casal ainda responde processos por suposta lavagem de dinheiro, falsidade ideológica e estelionato. Após assumirem a culpa no processo por evasão de divisas nos Estados Unidos, a promotoria voltou a pedir a prisão preventiva do casal, ainda sob o motivo de terem faltado a audiência judicial em dezembro de 2006. A Justiça de São Paulo acatou o pedido. Porém, em março de 2008 a Primeira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) novamente revogou a decisão, liberando novo habeas-corpus ao casal. A assessoria do STJ se pronunciou na época alegando que o casal estava sendo submetido a constrangimento ilegal e considerou extravagante a prisão preventiva. Alegando irregularidades no andamento do processo, a assessoria de imprensa da Igreja Renascer em Cristo se pronunciou no final de 2007 afirmando que por meio do advogado do casal de fundadores da igreja entrariam com ação judicial contra o promotor do caso. Entre outras irregularidades, a assessoria citava a coletiva de imprensa dada pelo mesmo naquela época sobre o processo que corria em segredo de justiça. Nessa mesma época o promotor do caso também estava sendo investigado por supostas irregularidades em um período que esteve afastado de suas funções para estudar em uma universidade da Europa. Questionado o promotor sempre negou qualquer irregularidade no andamento do processo.


Entendemos que as perseguições existem e que muitas vezes são para denegrir a imagem daqueles que buscam servir ao Mestre e Senhor Jesus Cristo e que procuram evangelizar se tornando verdadeiros instrumentos vivos da palavra, mas temos que reconhecer que tantas acusações e com tantas provas, fica difícil acreditar 100% na inocência e na ingenuidade desses que procuram mostrar boa aparência na carne mas que nem superficialmente detem as marcas de Jesus, como, o sim Apostolo Paulo, fala em sua carta aos Gálatas.

MAIS UMA: VOCES SABIAM?



E agora... FICÇÃO ou VERDADE... Creio mais na verdade dos fatos citados. Que Deus tenha piedade desses que usam seu Nome para atividades em nome da religião que ficaram sob a mira de suspeitas que difamam o nome da Igreja e dos fiéis que nela congregam.

Depois de vários processos, investigações e intervenções da justiça, a Fundação Renascer saiu da mídia inesperadamente. A Bispa Sônia Hernandes, líder e fundadora da Igreja Renascer, era a presidente da fundação beneficente e foi afastada pela Justiça durante o processo, agora foi revelado que devido a problemas legais a Fundação Renascer foi extinta completa e oficialmente.
Embora nos cultos da denominação ainda se fale da fundação, legalmente ela deixou de existir, mas a Igreja Renascer continua citando-a em seu site oficial e mantendo uma página na internet para a mesma, onde nela pede doações para a extinta Fundação Renascer.
O Fim
Segundo o processo de número 100.07.216730-0 movido pelo Ministério Público de São Paulo, a Fundação Renascer não existe desde o ano de 2009. No processo, o juiz determinou a cassação dos bens da extinta Fundação Renascer: “Determino a arrecadação dos bens da extinta Fundação Renascer, os quais foram relacionados a fls. 5255 e 5259/5260. Para a arrecadação, bem como para acompanhamento e promoção dos atos de liquidação do patrimônio da Fundação, fica mantido o Dr. PAULO RANGEL DO NASCIMENTO. Feita a arrecadação, proceder-se-á à liquidação dos bens da Fundação, para que seja saldado o passivo. Eventuais recursos restantes serão destinados a outra Fundação com finalidade semelhante. Ficam suspensas as execuções existentes em face da Fundação, devendo os credores, no prazo de vinte dias, promover a habilitação em apenso a estes autos. Para a convocação dos credores, expeça-se o o edital com prazo de trinta dias”.
A partir de então e em todas as movimentações seguintes do processo a Fundação Renascer é sempre referida como “extinta”.

Imagino que muitos estão a pensar, como tudo isso aconteceu e acontece sem que haja uma fiscalização mais apurada e responsável de alguma organização existemte que venha a coibir que pessoas mal intencionadas possam estar usando da imagem de cristãos, pastores, pastoras, apóstolos, bispos, se beneficiando da sinceridade do povo de Deus, que nada quer a não ser aprender da palavra, adorar de todo coração e receber as bençãos do Senhor em suas vidas, mas sem que pra isso, precisem pagar ou doar seus bens pra isso. COMPLIDADO...

"Não me tenho assentado com homens falsos, nem associo com dissimuladores."  Salmos 26:4

quinta-feira, novembro 03, 2011

O DIVÓRCIO - A LEI DE JESUS

Walter L. Callison

O divórcio e o novo casamento são temas que geram muita discussão.

O meu propósito é convidar o leitor a reconsiderar a atitude da igreja em relação ao novo casamento. " A lei foi dada por intermédio de Moisés; a graça e a verdade vieram por meio de Jesus Cristo" (João 1:17). Será que os que estão sofrendo tragédias matrimoniais também receberam a graça, como descreve a Lei no Novo Testamento? É claro que afirmamos que a graça e a verdade vieram por Cristo Jesus. Então, como predomina a graça naqueles que sofreram a tragédia de um fracasso no matrimônio e um subsequente divórcio? Cristo não ensinou apenas com palavras, mas também com sua vida. Ele deu novas idéias a seus seguidores, rejeitando o antigo ditado: "olho por olho, dente por dente" e enfatizando o amor, não entre eles mesmos, mas em relação aos outros. Ele tirou a mulher da condição em que se encontrava e a fez ser reconhecida como pessoa. Ensinou também o respeito para com a antiga lei judaica.

Quando estudamos o que Jesus disse acerca do divórcio, devemos também estudar a vida que Ele levou junto com os que tinham destruído seu casamento, bem como o que ensinou sobre a lei judaica, especialmente a lei do divórcio. O que encontramos em suas palavras? Se uma pessoa divorciada se casa novamente, o que Ele nos diz? "Quem repudiar sua mulher e casar com outra comete adultério contra aquela. E, se ela repudiar seu marido e casar com outro, comete adultério?" (Marcos 10:11-12).

Nós podemos imitar a natureza compassiva e misericordiosa de Cristo, que enviou a mulher do poço em Samaria até a cidade para ser sua testemunha. Suas palavras, no entanto, será que negam suas ações? Por acaso as pessoas divorciadas que casam com outra estão vivendo em adultério? Estão proibidas de servir a Cristo? Devemos igualmente ouvir as palavras do apóstolo Paulo: "É necessário, portanto, que o bispo seja irrepreensível, esposo de uma só mulher"(I Tim. 3:2). Será que ele está falando de uma pessoa que se divorciou ou casou novamente? Sobre este aspecto, Lucas faz somente um comentário muito conciso: "É mais fácil passar o céu e a terra do que cair um til sequer da lei. Quem repudiar sua mulher e casar com outra comete adultério: e aquele que casa com a mulher repudiada pelo marido também comete adultério" (Lucas 16:17-18).

Bem resumido. Mas Jesus deixou claro que o Antigo Testamento tinha algo significativo a dizer. Existe uma lei! Quando foi perguntado pelos fariseus, no Evangelho segundo Marcos, se "é lícito ao marido repudiar sua mulher", Jesus respondeu com uma pergunta: "Que vos ordenou Moisés?" Tornaram eles: "Moisés permitiu lavrar carta de divórcio e repudiar" (Mc. 10:2-4). Há uma lei! A lei se encontra em Deuteronômio 24:1-4, escrita bem antes de Jesus vir ao mundo. Josefo, que viveu um pouco depois da época de Jesus, referiu-se a ela como a "lei dos judeus": "Aquele que deseja divorciar-se de sua esposa, por qualquer motivo (muito comum nos homens), deve registrar por escrito que nunca voltará a casar com aquela mulher. Portanto, ela terá a liberdade de casar com outro homem. Entretanto, enquanto essa carta de divórcio não lhe for dada, não poderá fazê-lo" [1] Esta é a lei de que fala Deuteronômio": "Se um homem tomar uma mulher e se casar com ela, e se ela não for agradável aos seus olhos, por ter ele achado coisa indecente nela, e se lhe lavrar um termo de divórcio, e lho der na mão, e a despedir de casa; e se ela, saindo de sua casa, for e se casar com outro homem..."  
(Dt. 24:1-2).

Essa lei ainda estava vigente na época de Jesus. Portanto, temos de tratar dos "títulos" da lei. A Bíblia fala apenas de um divórcio. Deus diz que Ele o fez. Em Jeremias 3, Deus recordou a Judá que estavam procurando problemas. Israel tinha sido levado cativo. Deus disse a Jeremias que prevenisse a Judá de que ela tinha sido testemunha da infidelidade de sua irmã Israel, e que Deus a havia mandado embora e lhe dado carta de divórcio; mesmo assim, Judá não se arrependeu (Jr. 3:6-8). Havia outras coisas que os homens podiam fazer com suas esposas.

Muitos se casavam com mais de uma mulher, sem sequer incomodar-se de pensar em divórcio. Alguns destes foram servos de Deus: Salomão, Davi, Abraão e Jacó, por exemplo. Heróis das revelações de Deus, mas também produto da sua cultura. Se não se divorciava, o que fazia um homem daquela época com a primeira esposa quando tomava outra? Punha-a de lado. Há uma palavra para isto no Antigo Testamento, a palavra hebraica shalach. Ela é diferente da palavra que significa divórcio, que é keriythuwth (como em Jer. 3:8), que literalmente significa excisão ou corte do vínculo matrimonial. O divórcio legal era escrito como pedia Deuteronômio 24, e o novo matrimônio era permitido. Shalach normalmente é traduzido por "repudiar".

As mulheres eram "repudiadas" quando seu marido se casava com outra, para estarem disponíveis quando este necessitava dela ou a queria novamente, repudiadas para serem sempre propriedade, como escravas, ou ficando em isolamento total. Eram dias cruéis para as mulheres. Elas eram "repudiadas" para favorecer outras, mas não lhes era dada carta de "divórcio" e, conseqüentemente, tampouco o direito de se casarem novamente. Essa palavra descreve uma tradição cruel e comum, mas contrária à lei judaica. Algumas das injustiças e do terror experimentados pelas mulheres daquele tempo que eram "repudiadas" podem ser vistas na descrição que o Langenscheidt Pocket Hebrew Dictionary (McGraw-Hill, 1969) faz da palavra shalach: "A fé cristã lançou raízes e floresceu em uma atmosfera quase totalmente pagã, onde a crueldade e a imoralidade sexual eram normais e onde a escravatura e a inferioridade da mulher eram quase universais. A superstição e as religiões rivais, com todo tipo de ensinos errados, existiam em todo o mundo".

Deus odeia o "repúdio".

O profeta Malaquias, com seu coração compadecido, implorou ao povo de Deus que parassem com isso. A palavra traduzida por "repúdio" em Malaquias 2:16 não é a palavra hebraica para divórcio, mas é shalach, repúdio. Veja como Malaquias responde aos líderes que perguntavam como tinham cometido abominação em Israel e profanado a santidade do Senhor: "Perguntais: por quê? Porque o Senhor foi testemunha da aliança entre ti e a mulher da tua mocidade, com a qual tu foste desleal, sendo ela a tua companheira e a mulher da tua aliança. Não fez o Senhor um, mesmo que havendo nele um pouco de espírito? E por que somente um? Ele buscava a descendência que prometera. Portanto, cuidai de vós mesmos, e ninguém seja infiel para com a mulher da sua mocidade. Porque o Senhor, Deus de Israel, diz que odeia o repúdio e também aquele que cobre de violência as suas vestes, diz o Senhor dos Exércitos; portanto, cuidai de vós mesmos e não sejais infiéis" (Mal. 2:14-16).

Depois veio Jesus, e suas palavras não negaram suas ações! Ele falou disso quando disse: Quem repudiar sua mulher e casar com outra comete adultério; e aquele que casa com a mulher repudiada pelo marido, também comete adultério" (Lucas 16:18). Todo aquele que faz isso comete adultério! Essa prática era cruel e adúltera, porém não se tratava de um divórcio. A palavra do Novo Testamento traduzida por "repúdio" vem do verbo grego apoluo. Esta é a palavra que os autores do Novo Testamento usaram como equivalente a shalach ("deixar"ou "repudiar").

Existe uma palavra hebraica para divórcio no Antigo Testamento, keriythuwth, equivalente a uma palavra grega no Novo Testamento, apostasion. O Arndt/Gingrich Lexicon Del Nuevo Testamento indica apostasion como o termo técnico para uma carta ou escritura de divórcio, remontando até 258 a. C. Apoluo, a palavra grega que significa deixar de lado ou repudiar, não significava tecnicamente um divórcio, apesar de às vezes ser usada como sinônimo. Tratava-se de um termo de domínio total masculino: o homem com freqüência tomava outras esposas e não dava carta de divórcio quando abandonava as anteriores. A lei judaica que exigia que se concedesse carta de divórcio (Dt. 24:1-4) era amplamente ignorada. Se um homem se casasse com outra mulher, quem se importava? Se um homem repudiasse (apoluo) sua esposa, sem incomodar-se de lhe dar carta de divórcio, quem se oporia? A mulher? Jesus se opôs. Disse Ele: "É mais fácil passar o céu e a terra do que cair um til sequer da lei"(Luc. 16:17). E: "Quem repudiar sua mulher e casar com outra comete adultério;e aquele que casa com a mulher repudiada pelo marido também comete adultério"(Lucas 16:18).

A diferença entre "repudiar" e "divorciar" (no grego apoluo e apostasion) é crítica. Apoluo indicava que a mulher era escrava, repudiada, sem direitos, sem recursos, roubada em seus direitos básicos ao casamento monogâmico. Apostasion significava que o casamento terminava,sendo permitido um casamento legal subseqüente. O papel fazia a diferença.A mulher que tinha saído de casa podia casar-se com outro homem (Dt. 24:2). Essa era a lei. Como foi que começamos a ler "todo aquele que se divorcia da sua mulher" na passagem em que Jesus disse literalmente "todo aquele que repudia ou abandona a sua mulher?" Existem outras passagens , além de Lucas 16:17-18 em que Jesus falou desse assunto. Essas incluem Mateus 19:9, Marcos 10:10-12 (onde Marcos diz que Jesus determinou a validade da lei do homem igualmente para a mulher) e Mateus 5:32.Nessas passagens Jesus usou onze vezes alguma forma da palavra apoluo. Em todas as ocasiões Ele proibiu o apoluo, o repúdio. Ele nunca proibiu apostasion, a carta de divórcio, requerida pela lei judaica. Devemos traduzir a palavra grega apoluo por "divórcio"? Kenneth W. Wues, em sua tradução expandida do Novo Testamento, sempre vertia "repudiar" ou "deixar", nunca "divorciar". A tradução Revista e Corrigida de Almeida, a mais antiga em português, sempre usou "deixar" ou "repudiar", da mesma forma a Revista e Atualizada.

Na versão mais antiga em inglês, produzida em 1611 por encomenda do rei Tiago (King James) temos um problema: em uma das onze vezes em que Jesus usou o termo, os tradutores escreveram "divorciada" em lugar de "repudiada" ou "abandonada". Em Mateus 5:32 eles escreveram: "E aquele que casar com a divorciada comete adultério". A palavra grega não é apostasion (divórcio), mas é uma forma de apoluo, a situação que não inclui carta de divórcio para a mulher. Ela, tecnicamente ainda estaria casada. Mateus 19:3-10 relata que os fariseus perguntaram a Jesus sobre esse assunto. Depois que Ele afirmou: "De modo que já não são mais dois, porém uma só carne. Portanto, o que Deus ajuntou não separe o homem"(v. 6), eles indagaram: "Por que mandou então Moisés dar carta de divórcio (escrita apostasion) e repudiar {a mulher}?"(v.7). Jesus respondeu: "Por causa da dureza do vosso coração"(v.8). O primeiro direito básico humano que Deus nos concedeu foi o de nos casarmos. Nenhuma outra companhia era adequada. Nos dias de Jesus os direitos humanos estavam concentrados apenas nos homens. Jesus mudou isso. Ele exigiu obediência à lei: demandou direitos iguais para a mulher no matrimônio.

A graça é abundante em Cristo Jesus! Jesus disse a esses homens que repudiar a esposa e casar-se com outra era adultério. Adultério! A lei (Deut. 22:22) prescreve a pena de morte como castigo para o adultério, tanto para o homem como para a mulher. Isso foi difícil de engolir para os homens que faziam com sua mulher o que lhes comprazia. Mateus 19:10 registra a seguinte reação: "Se essa é a condição do homem relativa à sua mulher, não convém casar!" Eles não viviam em uma cultura que esperava que o homem vivesse apenas com uma mulher por toda a vida, muito menos que desse direitos iguais à mulher se o casamento acabasse. Como foi que começamos a ler "aquele que divorciar sua mulher" nas passagens em que Jesus na verdade disse "aquele que repudiar ou abandonar sua mulher?"

Parece que o processo começou ali onde apoluo foi traduzido erronamente como "divórcio" pela primeira vez, em 1611. A versão Standard Americana corrigiu o erro em 1901, mas nunca chegou a ser suficientemente popular para fazer muita diferença. Wuest teve o cuidado de evitar os erros mencionados, como vimos acima. Porém quase tudo o que foi impresso sofreu a influência da versão King James, e até os léxicos gregos americanos e os tradutores mais modernos parece que se deixaram influenciar por essa ocorrência, traduzindo apoluo por "divórcio", mesmo quando o significado da palavra não inclui o divórcio por escrito (apostasion). Assim, a tradição nos ensinou a ter em mente "divórcio", mesmo quando lemos "repúdio".

Seria o divórcio por escrito a solução para a prática cruel do repúdio, como indica Deuteronômio? O capitulo 24 é uma evidência de que, assim como Deus ouviu as queixas no Egito e proveu libertação da sua escravatura, também ouviu as súplicas das mulheres escravizadas e as libertou do abuso, por meio de uma necessidade trágica, o divórcio. Trágica porque termina com algo que nunca deve terminar o matrimônio; necessária para proteger as vítimas daqueles que não obedecem as regras do nosso Criador, o Todo-Poderoso. Necessária, originalmente porque o homem repudiou a mulher, enredando-as em matrimônios ilegais, múltiplos e adúlteros.

O divórcio é uma tragédia. O divórcio é um privilégio, previsto como um corretivo para situações intoleráveis. É um privilégio que pode ser, e com freqüência é, abusado. O divórcio não é um quadro bonito, na maioria dos casos. Solidão, rejeição, um profundo senso de ter falhado, perda de auto-estima, crítica dos familiares, problemas com a educação dos filhos e muitos outros problemas assaltam os divorciados.

O divórcio pode ser mais traumático que a morte de um cônjuge. A morte do cônjuge é difícil de ser superada, mas um cônjuge falecido não retorna mais. O divorciado normalmente retorna, e assim prolonga a situação. O divórcio é, porém, como no tempo de Jesus, uma solução parcial para uma situação séria e cruel, e pode ser a única solução razoável. Pode ser necessária, mas sempre é uma tragédia. É fácil pregar contra o divórcio, mas é difícil para a igreja ser construtiva, provendo preparo para o casamento. Temos de estar prontos para prevenir alguns divórcios, ajustando nossas leis de divórcio ou proibições religiosas contra o divórcio, mas essas ações não prevêem o rompimento de matrimônios. Quando os casais permanecem juntos somente por preocupação com a notoriedade requerida pelas leis de divórcio, ou pela "segurança dos filhos", o resultado pode ser uma tragédia.

Desastrosos triângulos amorosos, crueldade doméstica, abuso de crianças, homicídio e suicídio são algumas das consequências documentadas de casamentos que falharam, mas não terminaram. Que opção mais terrível! Um lugar em ruínas é uma tragédia, mas nunca esquecerei de um jovem que pôs uma pistola na boca, acabando, assim, com seu casamento como alternativa ao divórcio. Sua igreja tinha proibido o divórcio. Nossa taxa elevada de divórcios não é um problema real. O fracasso nos casamentos vem primeiro, depois o divórcio. A taxa de divórcios é unicamente um indício da nossa alta taxa de casamentos ruins.

Para corrigir isso temos de fazer mais do que pregar contra o divórcio: temos de revigorar os casamentos. Esse é o nosso desafio! Uma pessoa divorciada pode ser ordenada diácono ou pastor? O apóstolo Paulo, um homem instruído, conhecia a palavra grega para divórcio (apostasion) e conhecia sua cultura. Também sabia que Cristo aceita qualquer pessoa, até ele, o "maior dos pecadores" (I Tim. 1:15). É inquestionável que, naquela época, os homens tinham muitas esposas, escravas e concubinas. Cada uma dessas relações, abarcadas pelo termo poligamia, constituía adultério.

Paulo rejeitou a escolha de homens nessa condição como líderes da igreja. A instrução de dar carta de divórcio em Deuteronômio 24 limitou o homem a uma só mulher, e ainda proibiu a poligamia e o adultério inerente a ela. Parece que Paulo concordava plenamente com isso quando diz: "É necessário, portanto, que o Bispo seja irrepreensível, esposo de uma só mulher, temperante, sóbrio, modesto, hospitaleiro, apto para ensinar..."(I Tim. 3:2). Ele rejeita a poligamia, não o divórcio. Apesar de sérios abusos, a lei do divórcio (Dt. 24) ainda tem validade.

O divórcio é uma solução radical para problemas maritais insuperáveis. Ele termina com toda a esperança de que o matrimônio deve ser conservado, e declara publicamente que ele falhou. É preciso estar contrito nesse momento da verdade. O pecado relativo a essa falha tem de ser confessado. "Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda a injustiça"(I João 1:9). Isso também inclui o perdão de fracassos no casamento. Ao contrário do repúdio, a carta de divórcio, exigida pela lei, provê um grau de dignidade humana para mulheres sujeitas ao abuso cruel da poligamia adúltera e aos caprichos de homens de coração endurecido.

Não há nada tão atordoante como "quero divorciar-me de você", não é verdade? O divórcio declara o término legal do matrimônio, portanto, se houver qualquer acusação de adultério ou bigamia, qualquer das partes pode voltar a casar-se novamente. O divórcio rompeu todos os laços maritais e todo controle da esposa anterior. O divórcio exigia monogamia estrita, prevenia o término unilateral e preservava o direito básico de casar-se. O mesmo ocorre hoje. Abandono, negligência, deserção, o que se queira dizer do coração duro que deixa a esposa por outra mulher sem divorciar-se foi e está proibido pelo mesmo Senhor Jesus Cristo (Mat. 5:32; 19:9; Mar. 10:11-12; Luc. 16:18).

Durante séculos, muitas comunidades cristãs têm interpretado esses ensinos de Jesus da seguinte maneira:

1. O divórcio é absolutamente proibido, ou melhor, é permitido somente no caso em que se admite ou comprova o adultério.

2. Uma pessoa divorciada não tem permissão para casar novamente;

3. Uma pessoa divorciada que casa novamente vive em adultério;

4. Alguém que se divorcia não pode ser ordenado diácono ou pastor.

Todas as pessoas que mantêm essas convicções estão erradas. As três primeiras são contrárias à lei de Moisés e estão baseadas em um versículo em que Jesus nem sequer usou a palavra grega para divórcio (apostasion); a quarta está baseada em um versículo em que Paulo também não a usou. A palavra que Jesus usou foi apoluo, "repudiar". O problema do qual Ele estava tratando é o repúdio, não o divórcio. Uma pessoa divorciada deve ter muita graça e determinação para servir em uma igreja que adota as quatro posições mencionadas acima.

Como isso é possível, quando a igreja é o corpo de Cristo na terra, que deve funcionar e servir como Ele o fez em pessoa? Cristo, que aquela vez levantou sua voz em Jerusalém, precisa olhar do céu para baixo e levantar a voz para nós. Ele veio e chamou Simão o zelote, um radical anti-romano, e Mateus, um rejeitado servo de Roma, uma dupla tão incompatível como dificilmente se pode encontrar em nosso mundo de hoje; mas Ele os pôs para trabalharem juntos em seu Reino. Depois eles foram para a Samaria. Ele se revelou diante de uma mulher cujos antecedentes de fracassos matrimoniais eram vergonhosos, e enviou-a para compartilhar a revelação de Deus em Cristo, como se ela fosse como qualquer outra pessoa. Ele tem de levantar sua voz quando vê que desperdiçamos nosso tempo tentando calcular a quem podemos proibir de servir em sua igreja. Jesus ministrou abertamente a todos os que se achegaram a Ele.

Hoje, muitos dos nossos amigos divorciados têm medo das nossas igrejas. Eles sabem que alguma não combina com a Bíblia, em nosso ensino sobre divórcio. Podemos estar corretos, estando tão opostos a Cristo? Nossas interpretações tradicionais nos separam das pessoas que receberam a Cristo? Se é assim, estamos equivocados. Ele veio para salvar os pecadores. As únicas pessoas que Ele sempre rejeitou foram os que queriam justificar a si mesmos, os religiosos "justos". Será que nossa compreensão das suas palavras é correta, simplesmente porque não está de acordo com a sua vida? Pessoas divorciadas são gente! Por séculos, elas têm sido excluídas da comunhão e do serviço, da alegria e da igualdade, e até da salvação; pessoas pelas quais Cristo morreu. Seja o divórcio pecado ou não, essa exclusão com certeza o é! O Senhor nos deu a sua graça para sermos canais da graça de Cristo Jesus para os divorciados.



quarta-feira, novembro 02, 2011

ARGUMENTAÇÃO BÍBLICA PARA A NÃO ORDENAÇÃO DE MULHERES AO PASTORADO




Gostaria de compartilhar esse assunto polêmico que hoje já se tornou comum em muitas igrejas evangélicas. A ordenação de 'pastoras' é realmente bíblico ou não?  É simplesmente modismo, manifestação de um desejo que se camufla na hipótese de um chamado? Dentro do tema FICÇÃO OU VERDADE, procuraremos encontrar algumas respostas para esse dilema que é preocupante, e que muitos preferem deixar de lado, e preferem dar de ombros, e deixar rolar sem ao menos tentar entender mais sobre o assunto.


A questão da ordenação de mulheres ao ministério da Palavra tem sido objeto de discussão por parte de muitas pessoas em igrejas e seminários. É um assunto tão delicado que alguns preferem nem mesmo se pronunciar sobre ele. Normalmente, esse tema tem sido discutido mais sob a ótica cultural dos tempos bíblicos em relação ao tempo atual e dos direitos de igualdade entre homem e mulher. Por isso mesmo tem causado constrangimento em alguns meios, tornando-se um assunto melindroso. O debate tem sido mais em torno desses aspectos culturais e pessoais do que necessariamente exegético e talvez seja essa a razão do incômodo.
As posições giram sempre em torno de três opções: A primeira diz que mulher pode ser pastora; a segunda declara que a mulher não pode ser pastora e, a terceira afirma que não tem posição. De forma geral, aqueles que defendem a ordenação feminina ao pastorado usam argumentos baseados no avanço da civilização, na modernização dos tempos, no progresso humano e a crescente participação da mulher em outras áreas da sociedade. Nessa mesma linha, outros consideram simplesmente inevitável que as mulheres sejam ordenadas pastoras, pois, segundo pensam, essa é uma tendência irreversível. Naturalmente, ainda há aqueles que pensam sob o ponto de vista da igualdade e analisam a nova sociedade que Cristo construiu, fazendo de ambos um só povo, onde não há distinção entre homem e mulher (Ef 2.14-16). Do segundo grupo, que é contrário à ordenação das irmãs, alguns são simplesmente machistas, e não ponderam o assunto com sobriedade, e acabam relegando às mulheres uma posição quase humilhante. Alguns simplesmente ignoram as questões mais simples da teologia, sociologia, entre outras, para oferecer uma posição consistente. O terceiro grupo está dividido entre aqueles que temem ser dogmáticos por não encontrarem subsídios, e aqueles que não se importam com o assunto, como se isso não lhes dissesse respeito ou fosse importante.
No entanto, esse artigo deseja desafiar o leitor a uma reflexão teológica do assunto. Apesar de reconhecer que todos devem sempre considerar os tempos, e as mudanças culturais, creio que a Bíblia deva ser sempre o primeiro e último escrutínio para uma decisão assim. Como pastor, o espírito precisa ser bíblico, mesmo que isso implique em posicionamentos contrários à cultura ou à tendência por mais inevitável que seja. A voz profética, aliás, nem sempre obteve respaldo da moda. Tendo como base os escritos de alguns autores comprometidos com a Bíblia, quero propor a análise de determinados textos sagrados para provocar uma reflexão consistente em cada um (pelo menos que sirva de ponto de partida), para depois chegar a uma conclusão.

A pesquiza abaixo foi feita por minha esposa Luiza do Valle Faria, compartilho com todos e espero que possamos todos  vir a nos preocupar mais, sobre esse tema tão controverso:

[...]Uma igreja que se deixa guiar pela “autoridade espiritual de uma pastora” está em pecado.
 O esforço que se tem feito para ordenar mulheres ao pastorado, não significa que se quer 'valorizar a mulher', o que se faz, na verdade, é questionar a própria Palavra de Deus.
Isto é rebeldia, rebelião, e o que está no coração dos que assim se levantam é feitiçaria e idolatria.

A figura da “pastora” é mais um exemplo da apostasia dos últimos tempos que haveria de vir sobre a terra. A apostasia chegou, e o espírito de 'Jezabel' está ocupando o púlpito das igrejas.

A mulher não pode exercer autoridade espiritual na igreja de Cristo. A mulher que fizer isso estará usurpando uma autoridade que não é sua. Isto é pecado de rebeldia.

Querer fazer o papel que Deus não lhe deu é pecar como Saul, que fez as vezes de sacerdote sem ter sido ungido para esse ministério. Ele foi ungido rei, a pedido do povo que suspirava por um.  E o que ele fez foi um ato reprovável. O profeta Samuel disse: “porque a rebelião é como o pecado da feitiçaria...” I Sam 15.23a. Rebelião é rebeldia, rebelião é como o pecado da feitiçaria.

Uma mulher temente a Deus jamais se deixaria ordenar pastora. Jamais se apresentaria diante de uma comunidade para ser guia de almas. Sentir-se-ia incomodada por ser chamada de “bispa” ou “pastora”. Isto não lhe ficaria bem. O uso seria impróprio e indevido. As que assim se submetem, tem o espírito de Gideão, que foi chamado para ser Juiz do povo de Deus, mas cobiçou ser sacerdote.

Estamos vivendo a época das “pastoras”. Saibam todos: elas não foram chamadas, se auto-apresentaram para o que não foram comissionadas! Se intitulam “pastoras” sem terem sido vocacionadas (chamadas) por Deus. Essas mulheres nem estão se dando conta do grave perigo: se colocar debaixo do juízo divino por rebeldia.
[...]A pergunta é: Então, Deus não chama uma mulher para o pastorado? Não, Deus não quebra o princípio de autoridade estabelecido por Ele mesmo. A vocação (chamado) pastoral não é uma questão de ter capacidade ou não para desempenhar o ministério. Não é o caso de se dizer que o homem é pastor porque é mais capaz.
Ninguém pode pôr em dúvida a extraordinária capacidade de uma mulher, pois ela é tão capaz quanto o homem, pode fazer tudo o que ele faz. A questão é de autoridade espiritual, de vocação divina, de vontade de Deus.
Enfim, a questão é de obediência aos princípios estabelecidos por Deus. Uma mulher cristã jamais deveria 'cobiçar' autoridade espiritual, nem sobre seu marido, nem sobre sua família, nem na Igreja de Cristo.
Buscar ou fazer isto é rebeldia contra o Senhor. [...]Cobiçar autoridade espiritual é cair no mesmo pecado daquele querubim que foi expulso do céu, o Diabo. Quis ser aquilo para o qual não fora constituído nem revestido. O que ele cobiçou isto ele tem passado para as mulheres. O que aconteceu com ele, acontecerá com essas mulheres “pastoras”.
O marido cristão não deve permitir que sua mulher seja pastora. Consentir com isso é não levar a sério a Palavra de Deus.
Uma igreja que se deixa dirigir por uma “pastora” está em rebeldia para com a Vontade de Deus.
Portanto, a mulher não foi revestida pelo Criador de autoridade espiritual sobre o homem, daí não poder exercer governo espiritual, reger, dirigir, pastorear o povo de Deus. [...]Pastorear é superintender o povo de Cristo; alimentar e apascentar espiritualmente o rebanho.
O pastorado foi constituído para "assistir ao povo", cuidar das almas, dirigir as ovelhas com justiça e verdade.
RESUMINDO: pastorear é governar o povo de Deus edificando-o em todos os setores e aspectos da vida. A mulher, por uma questão de “princípio de autoridade”, não pode ser 'pastora', exatamente por não poder governar, nem reger, nem superintender a Casa de Deus, como se “pastor” fosse. O pastoreio é um ofício essencialmente espiritual.
Para o seu exercício é indispensável uma chamada da parte de Deus que se faz acompanhar de um revestimento de autoridade. À mulher não foi dada essa função espiritual, ela não recebeu de Deus autoridade para liderar espiritualmente à Igreja.
Ainda que a mulher tenha virtudes sublimes como a da simpatia, carisma natural, afabilidade, ela não foi ungida por Deus para dirigir as ovelhas de Cristo. Por conta desse princípio de autoridade que vem desde o Éden, Deus vocaciona alguns homens, designando-os para dirigirem Seu povo. [...]São os pastores.
ATENÇÃO: É bem verdade que há o registro do nome de mulheres no serviço do reino, nunca, porém, exercendo o pastorado.
Jamais foram mencionadas como “apóstolas, bispas ou pastoras”.
Essas mulheres jamais exerceram a liderança espiritual da igreja.
[...]Há os que são defensores ardorosos do pastorado feminino, afirmam que estamos vivendo novo tempo, nova sociedade, nova mulher, nova igreja! Não devemos por outro fundamento ao que já existe... Mas é bom que se saiba que o rumo da igreja não se define pela 'Sociologia', mas com Teologia Bíblica.
Se a mulher pode ou não ser pastora não é decisão dos machistas ou feministas. Também não se trata de alienação cultural. Porém, a posição deve ser de acordo com a Palavra de Deus, que apresenta um Senhor que vela pelos princípios que haveriam de reger sua igreja.
Deus não revestiu a mulher de autoridade espiritual para pastorear, então, quem pode alterar os princípios divinos, sem incorrer no pecado de rebeldia?

Perceba a insatisfação de Deus: “...os opressores do meu povo são crianças e mulheres estão à testa do governo do meu povo. Oh! Povo meu! Os que te guiam te enganam e destroem o caminho por onde deves seguir”. (Is 3.12).

O NT nos apresenta o Senhor chamando homens para pastorear. Encontramos homens sendo ordenados para o presbiterato (At.14.23)

E, havendo-lhes, por comum consentimento, eleito anciãos em cada igreja, orando com jejuns, os encomendaram ao Senhor em quem haviam crido; enquanto nenhuma mulher fora chamada; O Senhor constituiu bispos, mas não se encontra nenhuma mulher sendo vocacionada para ser bispa (esta palavra não foi usada na época) (At.20:28)
"Olhai, pois, por vós, e por todo o rebanho sobre que o Espírito Santo vos constituiu bispos, para apascentardes a igreja de Deus, que ele resgatou com seu próprio sangue;" em Filipos são encontrados bispos e não se vê destaque para "bispas" (Fp.1:1)
Paulo e Timóteo, servos de Jesus Cristo, a todos os santos em Cristo Jesus, que estão em Filipos, com os bispos e diáconos: Paulo instruiu sobre a ordenação dos bispos (presbíteros, pastores), mas não ensinou sobre a ordenação de mulheres; (1Tm.3;1-5) "1  -  Esta é uma palavra fiel: se alguém deseja o episcopado, excelente obra deseja. 2 - Convém, pois, que o bispo seja irrepreensível, marido de uma mulher, vigilante, sóbrio, honesto, hospitaleiro, apto para ensinar; 3 - Não dado ao vinho, não espancador, não cobiçoso de torpe ganância, mas moderado, não contencioso, não avarento; 4 - Que governe bem a sua própria casa, tendo seus filhos em sujeição, com toda a modéstia; 5 - (Porque, se alguém não sabe governar a sua própria casa, terá cuidado da igreja de Deus?);"
A ordenação para o sagrado ministério era realizada pela imposição das mãos do Presbitério. O Presbitério era formado por pastores e presbíteros. Todos eram do sexo masculino. O Presbitério tinha dentre outros atributos ordenar homens para o pastorado (1Tm.4:14).
Não desprezes o dom que há em ti, o qual te foi dado por profecia, com a imposição das mãos do presbitério. Lendo sobre a igreja em Creta vemos que apenas homens foram indicados para o presbiterato (pastoreio) (Tt.1:3).  Mas a seu tempo manifestou a sua palavra pela pregação que me foi confiada segundo o mandamento de Deus, nosso Salvador;
Nas epístolas de Pedro não se encontra nenhuma menção às mulheres, como apascentadoras do rebanho. (1Pe.5:1-4);
1 - Aos presbíteros, que estão entre vós, admoesto eu, que sou também presbítero com eles, e testemunha das aflições de Cristo, e participante da glória que se há de revelar:  "2 - Apascentai o rebanho de Deus, que está entre vós, tendo cuidado dele, não por força, mas voluntariamente; nem por torpe ganância, mas de ânimo pronto; 3 - Nem como tendo domínio sobre a herança de Deus, mas servindo de exemplo ao rebanho; 4 - E, quando aparecer o Sumo Pastor, alcançareis a incorruptível coroa da glória."
I Tiago não diz que as “ presbíteras”, “bispas” fossem chamadas para orarem pelos enfermos. Está dito: Está alguém entre vós doente? Chame os presbíteros da igreja, e orem sobre ele, ungindo-o com azeite em nome do Senhor; “chamem os presbíteros...”(estes exercem a função pastoral) (Tg.5:14).
O escritor aos Hebreus não menciona mulheres entre os guias da igreja, (Hb.13:7,17) "7 - Lembrai-vos dos vossos pastores, que vos falaram a palavra de Deus, a fé dos quais imitai, atentando para a sua maneira de viver. 8 - Jesus Cristo é o mesmo, ontem, e hoje, e eternamente. 9 - Não vos deixeis levar em redor por doutrinas várias e estranhas, porque bom é que o coração se fortifique com graça, e não com alimentos que de nada aproveitaram aos que a eles se entregaram; 10 - Temos um altar, de que não têm direito de comer os que servem ao tabernáculo. 11 - Porque os corpos dos animais, cujo sangue é, pelo pecado, trazido pelo sumo sacerdote para o santuário, são queimados fora do arraial. 12 - E por isso também Jesus, para santificar o povo pelo seu próprio sangue, padeceu fora da porta. 13 - Saiamos, pois, a ele fora do arraial, levando o seu vitupério. 14 - Porque não temos aqui cidade permanente, mas buscamos a futura. 15 - Portanto, ofereçamos sempre por ele a Deus sacrifício de louvor, isto é, o fruto dos lábios que confessam o seu nome. 16 - E não vos esqueçais da beneficência e comunicação, porque com tais sacrifícios Deus se agrada. 17 - Obedecei a vossos pastores, e sujeitai-vos a eles; porque velam por vossas almas, como aqueles que hão de dar conta delas; para que o façam com alegria e não gemendo, porque isso não vos seria útil."
Ele convoca o rebanho para olhar para o passado e lembrar dos guias (pastores) que no passado estiveram entre eles, pastoreando.
Na igreja primitiva não havia [...]pastoras, bispas, presbíteras, apostolas.(?)

Isto é modismo dos últimos tempos.
Aquele que ser grande seja o 'menor' seja servo. Portanto, a mulher não recebeu de Deus autoridade para pastorear, não recebeu o chamado para fazer isto. Ora, então, nesse caso elas têm seguido aos apelos de seu próprio coração. Vaidade. Elas se apresentam deliberadamente ou são seduzidas para exerceram o ofício para o qual não foram ungidas por Deus. Observe os argumentos e os versículos fora de contexto... Reconhecer que eram e éramos pode parecer e é difícil  à aquelas que já foram ordenadas. Vamos julgar o que é certo se o próprio Deus inspirou homens a escreverem as Escrituras Sagradas e ela afirma que passarão céus e terra mas a minhas palavras jamais hão de passar. Julgue por si. Estaria Deus em algum livro equivocado?

[...] Sejamos Bereanos, busquemos fazer o que é certo.
Shalom Adonai

domingo, outubro 30, 2011

RESPONSABILIDADE EM SER CRISTÃO VERDADEIRO


Nos últimos tempos temos visto algo muito interessante,  alguns famosos  tem buscado alternativas para suas vidas,  abriu-se um novo leque, uma nova perspectiva  para muitos deles, o meio GOSPEL.  Se tornar evangélico tem sido a saída para muitos que se encontram já na obscuridade da fama, cantar músicas gospel, dar palestras em igrejas, se tornarem pastores ou pastoras, fundar igrejas, voltar à mídia onde os evangélicos atualmente estão detendo o controle de redes de TV, jornais, gravadoras. Evangélicos esses que agora podem ficar mais próximos dos artistas, falar com eles, ouvirem suas músicas, ou suas mensagens nas igrejas, nos estádios, ou grandes auditórios, casas de shows em eventos gospel. Enfim, como isso tem feito com que muitos se reergam das cinzas para os holofotes e finalmente retomar a fama. Felizmente temos testemunhos de muitos que pelos frutos e pela forma como levam sua vida como cristãos, mostram sua sinceridade e realçam a luz de Jesus em suas vidas. Digo isso porque entendo que não adianta ser somente evangélico, mas tem que ser cristão. Vejo que ser evangélico hoje está na moda, ser evangélico hoje é interessante para alguns pois a boa fama que a palavra “evangélico” associa, pode trazer alguns benefícios para a imagem de alguns artistas, que de alguma forma, tiram vantagem dessa condição.
Tive a oportunidade de estar com o cantor da jovem guarda Wanderley Cardoso, na época eu era pastor da Baptist Church of Harrison, em New Jersey, USA,  convidei-o  para estar na igreja e dar seu testemunho de sua conversão, cantar as canções de seu CD, pudemos conversar no tempo que ficou em minha casa hospedado, percebi que havia realmente sinceridade em seu coração, tanto que vemos  isso atualmente, pois continua firme na palavra e dando o testemunho de um verdadeiro cristão aonde quer que vá. Ao contrário de alguns que não quero citar o nome, aproveitaram o máximo que puderam do meio evangélico e quando tiveram oportunidade de voltar para a mídia secular, simplesmente trocaram de lado e lá se encontram, até que  as coisas piorem de novo, e quem sabe, o mundo evangélico os receba de novo de braços abertos.

O cristão de verdade, ele não é somente um seguidor, mas…É
discípulo. Nos tempos do Senhor Jesus, muitos O seguiam, para comer do pão, do peixe, e ter algum beneficio material, mas os discípulos verdadeiros, O buscavam afim de serem salvos, não negando o Senhor até na sua morte de cruz.
 Não acho ruim que famosos venham assumir a sua fé em Cristo, os famosos também tem alma assim como nós, os anônimos, mas devemos lembrar que, não é o evangelho que tem que se adequar a nós, mas somos nós que devemos nos sujeitar ao evangelho, e isso serve tanto para os famosos quanto para nós, os anônimos.
Diferentemente de nós, famosos que assumem a fé em Cristo, tem uma responsabilidade maior, pois enquanto o nosso testemunho atinge algumas dezenas ou centenas de pessoas, o testemunho dos famosos, chegam a milhões de pessoas, o cuidado que os famosos tem que ter, é não se tornar uma pedra de tropeço para muitas vidas, e sim, ser um instrumentos de bênção.
Curioso que encontramos situações inversas, pessoas que começam a despontar no meio evangélico e acabam migrando para o mundo secular, iniciam em corais, bandas gospel, etc. O que quero dizer é que tanto de um lado como do outro, tudo gira por interesse, dinheiro, fama.
“O que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro, se perder a sua alma? Ou que dará o homem em troca de sua alma?” Mateus 16: 26.

Outra questão em pauta é a incongruência entre louvor espiritual e o comercial, o que pode mexer com o emocional independente do conteúdo teológico, o que deixa de ser importante, bastando que seja feita a rima necessária e fique bonito para os ouvidos e principalmente comercialmente viável.
O pastor e escritor Ciro Sanches Zibordi escreveu em seu blog uma análise bíblica sobre a canção Ressuscita-me de Aline Barros, canção que faz parte do CD “Extraordinário Amor de Deus” que já recebeu o Disco de Diamante pela vendagem de mais de 300.000 cópias.
A canção é uma das mais tocadas nas rádios de todo o Brasil e faz uma comparação entre a história de Lázaro, e de uma pessoa que está em cavernas, e precisa ver os sonhos ressuscitados.
Zibordi que é autor do livro “Erros que os Adoradores Devem Evitar” só encontra divergências bíblicas no título da canção e no refrão.
Veja a análise:
A canção “Ressuscita-me” tem sido bastante entoada pelos evangélicos. Sua melodia é bonita e envolvente — admito —, mas a sua letra está de acordo com as Escrituras? Tenho recebido vários pedidos por e-mail para analisá-la. E resolvi atender a essas solicitações.
Adianto que esta abordagem respeita a licença poética, mas prioriza a Palavra de Deus (1 Co 4.6; At 17.10,11; Gl 1.6-8). Afinal, como crentes espirituais, devemos discernir bem tudo (canções, pregações, profecias, milagres, manifestações, etc.), a fim de retermos somente o que é bom (1 Co 2.15; 1 Ts 5.21).
“Mestre, eu preciso de um milagre. Transforma minha vida, meu estado. Faz tempo que eu não vejo a luz do dia. Estão tentando sepultar minha alegria, tentando ver meus sonhos cancelados”. Não vejo problemas no início da composição em análise, visto que todos nós, mesmo salvos, passamos por momentos difíceis em que nos sentimos perseguidos, isolados, como que presos em um lugar escuro, sufocante, “no vale da sombra da morte” (Sl 23.4). Nessas circunstâncias, é evidente que ansiamos por um grande milagre.
“Lázaro ouviu a sua voz, quando aquela pedra removeu. Depois de quatro dias ele reviveu”. Aqui, como se vê, a construção frasal não ficou boa. Quem removeu a pedra? Com base na licença poética, prefiro acreditar que o compositor referiu-se aos homens que removeram a pedra, naquela ocasião (Jo 11.39-41), haja vista Lázaro, morto e amarrado, não ter a mínima condição de fazer isso — segundo os historiadores, aquela pedra pesava cerca de quatro toneladas.
A oração cantada prossegue: de um“Mestre, não há outro que possa fazer aquilo que só o teu nome tem todo poder. Eu preciso tanto de um milagre”. Algum problema, aqui? Não.
“Remove a minha pedra, me chama pelo nome”. Os problemas começam aqui. Se o compositor tomou a ressurreição de Lázaro como exemplo, deveria ter sido fiel à narrativa bíblica. É claro que Deus remove pedras grandes, como ocorreu na ressurreição do Senhor Jesus (Mc 16.1-4). Mas, no caso de Lázaro, quem tirou a pedra foram os homens, e não Deus (Jo 11.41)!
Aprendemos lições diferentes com as circunstâncias que envolveram as aludidas ressurreições. Fazendo uma aplicação espiritual, há algumas pedras que Deus remove (como na ressurreição de Jesus), mas há outras que o ser humano deve revolver (como na ressurreição de Lázaro). Em outras palavras, Deus faz a parte dEle, e nós devemos fazer a nossa (Tg 4.8; 2 Cr 7.13,14).
“Muda a minha história. Ressuscita os meus sonhos. Transforma a minha vida, me faz um milagre, me toca nessa hora, me chama para fora”. Clichês comerciais e antropocêntricos não podem faltar em gospel hits: “muda a minha história”, “sonhos”, etc. Como já falei muito sobre esse desvio em meu livro "Erros que os Adoradores Devem Evitar", evitarei ser ainda mais “antipático”. Mas é importante que os compositores cristãos aprendam que os hinos devem ser prioritariamente "cristocêntricos".
“Ressuscita-me”. Aqui vejo a principal incongruência do cântico, a qual não pode ser creditada à licença poética. Pedir a Deus: “ressuscita os meus sonhos”, no sentido de que eu me lembre das suas promessas, e volte a “sonhar”, a ter esperança, a aspirar por dias melhores, etc. — a despeito do que afirmei sobre o "antropocentrismo" —, até que é aceitável. Mas não posso concordar com a súplica: “Ressuscita-me”. Por quê? Porque, o salvo em Cristo já ressuscitou, espiritualmente, e não precisa ressuscitar de novo!
Quer dizer, então, que a aplicação feita pelo compositor é contraditória? Sim, pois, em (Cl 3.1), está escrito: “se já ressuscitastes com Cristo, buscai as coisas que são de cima, onde Cristo está assentado à destra de Deus”. O que é o novo nascimento? Implica morte para o pecado (Cl 3.3) e ressurreição para uma nova vida (Rm 6.4). Essa analogia da nossa preciosa salvação — pela qual temos a certeza de que estamos mortos para o pecado, e já ressuscitamos para o nosso Deus — não pode ser posta em "dúvida" para atender a anseios antropocêntricos. Por isso, a oração “Ressuscita-me” se torna, no mínimo, despropositada.
Alguém poderá argumentar: “Ora, a Bíblia não diz, em (1Cor 15), que vamos ressuscitar? Por que seria errado pedir isso para Deus?” Bem, o sentido da ressurreição, no aludido texto paulino, é completamente diferente do mencionado na composição em apreço. Paulo referiu-se à ressurreição literal daqueles que morrerem salvos, em Cristo (vv.51-55; 1 Ts 4.16,17). Hoje, em vida, não esperamos ser ressuscitados, pois já nos consideramos “como mortos para o pecado, mas vivos para Deus em Cristo Jesus nosso Senhor” (Rm 6.11).
Aqui foi citado um caso, pensem em quantos mais existem sem a menor preocupação de análise exegêtica e teológica. Creio que os autores que nem sempre são os cantores, estão mais preocupados quanto ao aspecto comercial do que outra coisa.

[...]Vejam bem, nos dois casos acima citados, graças a Deus temos aqueles que colocam suas vidas na total dependência de Deus,  se tornando verdadeiros Cristãos para assim serem usados para a honra e glória do nome do Senhor.
Isso não é FICÇÃO, mas sim a pura VERDADE...  





sexta-feira, outubro 28, 2011

HÁ MUITA VERDADE NISSO....SÓ RINDO...

A história que vou relatar trará com toda certeza, à lembrança de todos, fatos já ocorridos em nossas repartições públicas, que nos lembram do descaso a morosidade e a falta de compromisso e não cumprimento das responsabilidades advindas do cargo que ocupam, a população que se lixe, é o que muitos dizem olhando pra sí próprios e seus fundilhos, que se não estiverem rasgados, o resto que se dane.

Bem, acredito que FICÇÃO, seria acreditar que um dia será diferente, essa é a VERDADE. 


 

Dois leões fugiram do Jardim Zoológico. Na hora da fuga, cada um tomou um rumo diferente, para despistar os perseguidores. Um dos leões foi para as matas e outro foi para o centro da cidade. Procuraram os leões por todo o lado, mas ninguém os encontrou. Tinham-se sumido.
Depois de uma semana, para surpresa geral, o leão que voltou foi justamente o que fugira para as matas. Voltou magro, faminto e alquebrado. Foi preciso pedir a um deputado que arranjasse vaga no Jardim Zoológico outra vez, porque ninguém via vantagem em reintegrar um leão tão carcomido. Assim, o leão foi reconduzido à sua jaula.
Passaram-se oito meses e ninguém mais se lembrou do leão que fugira para o centro da cidade, quando um dia, o bicho foi recapturado. E voltou para o Jardim Zoológico gordo, sadio, a vender saúde. Mal ficaram juntos de novo, o leão que fugira para a floresta perguntou ao colega:
- Como é que conseguiste ficar na cidade esse tempo todo e ainda voltar com essa saúde? Eu, que fugi para a mata, tive que pedir clemência, porque quase não encontrava o que comer... Como é que... vá, como foi?"
O outro leão então explicou:
- Enchi-me de coragem e fui esconder-me numa repartição pública. Cada dia comia um funcionário e ninguém dava por falta dele."
- E por que voltaste então para cá? Tinham acabado os funcionários?"
- Nada disso. Funcionário público é coisa que nunca acaba. É que eu cometi um erro gravíssimo. Tinha comido o diretor geral, um diretor de serviços, um chefe de divisão, um chefe de repartição, um chefe de seção, funcionários diversos, e ninguém deu por falta deles! Mas, no dia em que eu comi o que servia o cafezinho
........

Algum comentário?.....................